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Empreendedoras digitais

7 influencers capixabas que inspiram outras mulheres na área de negócios

Elas usam as redes sociais para compartilhar conhecimento, dicas sobre empreendedorismo e gestão, além de falar de cultura e literatura

Publicado em 25 de Abril de 2021 às 03:00

Diná Sanchotene

Publicado em 

25 abr 2021 às 03:00
Fernanda Farina Fraga criou um diário de leitura no instagram
Fernanda Farina Fraga criou o Diário de Leitura no Instagram Crédito: Acervo pessoal
As redes sociais são um mundo de possibilidades para quem quer empreender e algumas mulheres têm aproveitado essas plataformas para atuarem como influencers, mas não apenas uma influenciadora qualquer. Elas querem utilizar o Instagram, por exemplo, para abrirem novas possibilidades de negócios e conquistar seus seguidores com conhecimento, dicas de empreendedorismo e gestão.
A ideia delas é compartilhar suas experiências para que elas se tornem inspiração para outras pessoas. É o caso da jornalista Fernanda Farina Fraga, de 37 anos. Leitora voraz e apaixonada por livros, ela decidiu utilizar sua motivação pela leitura para mobilizar outras pessoas nessa empreitada.
A jornalista comenta que sempre que terminava um livro ficava triste em guardar a história só para si e que a sua vontade era jogar para o mundo tudo o que tinha aprendido com a obra. Aos poucos, a ideia foi se amadurecendo e, em julho de 2020, Fernanda criou um Diário de Leitura no Instagram.
Para desenvolver as postagem, a jornalista faz leituras atentas e críticas para que nenhum detalhe seja deixado para trás. Mas, apesar do ato de ler ser um prazer para Fernanda, a vida de influenciadora não é fácil. Ela precisa fazer os roteiros dos vídeos, editá-los e, ainda, conciliar a nova empreitada com o trabalho de assessora de imprensa da Diocese de Colatina.
“Ao elaborar as imagens, preciso analisar o que vou dizer logo no início dos vídeos para atrair o público. Eu mesma gravo e edito. Para isso, precisei me profissionalizar com uma boa câmera e equipamentos para produzir um material de qualidade. Além disso, necessito manter uma rotina de leitura para sempre ter conteúdo”, comenta.
O projeto tem dado tão certo que passou a ganhar novas dimensões e Fernanda agora pensa em tornar o diário em uma plataforma de negócios. Ela já firmou uma importante parceria com uma livraria que vende livros para brasileiros no exterior, a Buobooks, inclusive com a produção de conteúdo para o canal da empresa no Youtube.
"Com todo meu trabalho no diário de leitura, já estou tendo retorno financeiro, que é pouco, mas que ajuda nos custos. Aos poucos estou crescendo e a minha ideia é transformá-lo em um negócio literário. Não tenho pressa. Por enquanto, quero manter a rede social com conteúdos criativos e incentivar o hábito da leitura"
Fernanda Fraga Farina  - Jornalista
Karol Carvalho, compartilha dicas de leitura, carreira e gestão no instagram
Karol Carvalho, compartilha dicas de leitura, carreira e gestão no instagram Crédito: Acervo pessoal
Outro exemplo de empreendedora digital é a Karol Carvalho, de 27 anos. Ela também é apaixonada pelos livros e costuma compartilhar o gosto pela literatura com seus seguidores. Ela também aproveita a rede social para dar dicas de carreira e gestão, oferecer cursos e ainda criou e disponibilizou o planner Mulher de Poder, uma ideia para que o público feminino organize suas prioridades.
Paralelo ao trabalho de influenciadora, Karol, que é formada em Ciências Contábeis, é gestora de administrativa e de RH.
"Durante a pandemia, as pessoas estavam ociosas e achei interessante compartilhar minhas ideias pela internet. Procuro falar sobre livros, aplicativos para organizar senhas e a vida financeira, e o dia a dia da minha vida profissional. Já o planner serve para que as mulheres possam colocar suas ideias no papel. Gosto de compartilhar coisas que possam ser relevantes na vida das pessoas"
Karol Carvalho - Gestora administrativa e RH
Além de gestora e influenciadora, a jovem passa por importantes mudanças na vida pessoal, assunto este que também é compartilhado em seu perfil. Ela, que sempre morou em Vila Velha, mudou-se para Ibiraçu com o objetivo de colocar em prática o sonho de ter um restaurante com o marido.
“Essa mudança vai contribuir, e muito, para o meu amadurecimento, pois sempre trabalhei com gestão e agora vou ser dona do meu próprio negócio. Isso quer dizer, estou saindo do comodismo e da zona de conforto para investir em outra área. Fico muito feliz em compartilhar conhecimentos que possam influenciar de alguma maneira a vida de quem me segue nas redes sociais”, avalia.
Rayssa Thebaldi, empreendedora
Rayssa Thebaldi, empreendedora Crédito: Reprodução Facebook Água Azul
A vida de empreendedora também é compartilhada por Rayssa Thebaldi, de 31 anos. Ela é proprietária da marca Água Azul, especializada em roupas de ginástica, e para dividir seus conhecimentos no negócio ela criou o projeto Água Azul Digital. A ideia é incentivar mulheres a construírem um e-commerce de sucesso e a colocarem seus negócios em prática.
A ferramenta no instagram ainda traz dicas de marketing e comunidade digital. Em seu perfil pessoal, e também na marca criada por ela, Rayssa costuma falar sobre suas experiências empreendedoras.
"Meu objetivo é dividir meu conhecimento para incentivar cada vez mais mulheres a acreditarem em seus sonhos. A intenção é fazer com que a minha marca tenha um propósito. Não tenho medo de cópia. Cada mulher tem seu valor, seus propósitos e oportunidades. Roupa de ginástica tem um monte por aí e cada uma tem que ter a sua marca. Fico feliz e gosto de ver outras meninas crescerem"
Rayssa Thebaldi - Empresária
Antes de empreender, Rayssa trabalhou como tecnóloga em química em uma grande empresa. Na época, ela conciliava a carreira corporativa com a do empreendedorismo.
Érika Santos, jornalista e empreendedora digital
Érika Santos, jornalista e empreendedora digital Crédito: Acervo pessoal
A jornalista Érika Santos, de 47 anos, deixou de trabalhar com carteira assinada para investir no próprio negócio. Depois de anos atuando em redação, ela passou a prestar serviços na produção de conteúdo para portais de notícias. A nova empreitada exigia que a profissional tivesse registro de microempreendedor individual (MEI), mas encontrou dificuldades na hora de obter informações sobre o assunto.
Com o tempo, ela percebeu que outras pessoas do ramo enfrentavam a mesma dificuldade. Foi quando a jornalista decidiu produzir conteúdos para ajudar outros colegas de profissão.
“As faculdades de jornalismo não preparam o profissional para empreender. Existem poucos no mercado que trabalham por conta própria e ainda há muita falta de informação. Muita gente me perguntava o que eu fazia para conseguir ter sucesso com a minha empresa. Por conta disso, em setembro de 2020, lancei um canal no Youtube e, em fevereiro deste ano, passei a compartilhar vídeos curtos no Instagram para esse público”, relata.
Érika faz as edições de vídeos pelo celular e lembra que há muito espaço para o jornalista empreendedor no mercado e que, hoje, há até startups no Brasil desenvolvidas por esses profissionais.
"Uso as redes sociais para educar, ajudar outros profissionais da área e vender o meu negócio. Aproveitei esse espaço para falar sobre as minhas experiências. Na verdade, me senti na obrigação de compartilhar. Futuramente, posso transformar esse conteúdo em palestras e cursos, por exemplo. O mundo está mudando e é preciso aproveitar as oportunidades"
Érika Santos - Jornalista

MUITAS CARREIRAS E MUITOS CONHECIMENTOS

Mylla Rodrigues, consultora de imagem
Mylla Rodrigues, consultora de imagem Crédito: Acervo pessoal
Mylla Rodrigues, de 35 anos, é jornalista e depois de trabalhar alguns anos na área atuou como inspetora penitenciária. As duas profissões foram deixadas de lado e há dois anos ela se tornou consultora de moda e estilo. A profissional utiliza as redes sociais para falar sobre transição de carreira, dar dicas de moda e empoderar mulheres. Ela criou, ainda, a própria marca de roupas e acessórios.
“A internet é minha principal fonte de trabalho. Utilizo as redes socais para mostrar o meu dia a dia e me aproximar dos clientes. Além disso, procuro ajudar mulheres com empreendedorismo, tendências e a ter autoestima, para que elas possam passar a imagem que desejam. Sou empreendedora de primeira viagem e busco compartilhar o que funciona para mim, com o objetivo de inspirar outras pessoas”, destaca.
Mylla comenta que as pessoas têm muita curiosidade sobre as diferentes mudanças de carreira feitas por ela. Com isso, a empresária passou a produzir conteúdos específicos sobre esse assunto.
"Amo tudo que fiz como jornalista e como inspetora penitenciária e agora como empreendedora. Estabeleci metas. Hoje encontrei outra vertente de trabalho e percebo que muitas mulheres compartilham o mesmo desejo. Costumo dizer que o medo de mudança deve vir sempre acompanhado daquilo que nos motiva e encoraja. No meu perfil do Instragam, procuro mostrar essa realidade, quais foram os caminhos que percorri e como consegui empreender em meio à uma pandemia. Tento ajudar outras mulheres a passarem pela mesma situação"
Mylla Rodrigues - Consultora de imagem
A jornalista afirma que ainda não ganha dinheiro com as postagens incentivadoras, mas que consegue novos clientes por meio delas.
Janaina Gurgel, empreendedora
Janaina Gurgel, empreendedora Crédito: Ciro Trigo/Divulgação
Outro exemplo de profissional que teve várias carreiras é o de Janaina Gurgel, 48 anos. Ela já foi fisioterapeuta e fotógrafa e, assim como Mylla, se tornou consultora de imagem. Pelas redes sociais, Janaina faz postagens sobre transição de carreira e empreendedorismo.
“Tinha uma visão preconceituosa de digital influencer, mas percebi que não é bem assim. A mensagem que passamos acaba desmistificando um pouco isso. É preciso entender que as redes sociais são uma forma de divulgar o nosso trabalho. Não é vender o tempo inteiro, é respeitar quem está do outro lado, produzindo conteúdos relevantes para acrescentar algo na vida das pessoas”, comenta.
Além de falar sobre imagem pessoal, Janaína costuma lembrar seus seguidores sobre a importância de se manter uma boa imagem na internet. Essa interação com os internautas pode render ainda a comercialização de serviços de mentoria.
"Quando se fala sobre coisas interessantes, as pessoas se conectam com você. Falo sobre carreira e ainda dou pitacos sobre life style, cuidados com a saúde, vida materna, dicas de comportamento, entre outros tema"
Janaina Gurgel - Consultora de imagem

INFLUENCIADORAS SÃO ESPECIALISTAS NA ÁREA DE ATUAÇÃO

Ariadna Brito, mentora de negócios digitais
Ariadna Brito, mentora de negócios digitais Crédito: Ciro Trigo/Divulgação
A internet veio para ficar e com a pandemia do novo coronavírus o processo de digitalização dos negócios foi antecipado em, pelo menos, dez anos. Na opinião da mentora de negócios digitais, Ariadna Brito, as digitais influencers de hoje são mais do que blogueiras, são especialistas na área em que atuam.
Ariadna acredita que a magia da internet é poder se conectar com pessoas de várias partes do país e do mundo. Ela tem clientes brasileiras que moram no Canadá e na Suécia, por exemplo.
“Há mulheres que são influenciadoras de suas próprias marcas, fazem de seus negócios uma plataforma para ajudar outras pessoas e comercializar produtos e serviços. O nome acaba sendo a motivação de tudo que elas operam. Se você se mostrar como fonte de conhecimento, as pessoas vão se identificar com a sua marca, com as bandeiras que você levanta e, posteriormente, comprar de você. É assim que se torna uma autoridade na internet”, avalia.

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