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A trama da pirâmide

Advogado da Telexfree nega lavagem de dinheiro em show de Paul

Ex-líder do esquema que pagou cachê de artista é alvo de ação penal por crimes contra o sistema financeiro. Ele é acusado de ser laranja de chefões da rede

Mikaella Campos

Editora do Núcleo de Reportagens

mikaella.campos@redegazeta.com.br

Publicado em 05 de Outubro de 2019 às 07:28

Publicado em

05 out 2019 às 07:28
Rafael Lima, advogado que representa  a Telexfree e os sócios Crédito: Bernardo Coutinho - 24/07/2014
O advogado Rafael Lima, responsável pela defesa de Renato Alves nas ações penais, nega qualquer possibilidade de que os investimentos do cliente para viabilizar a vinda do ex-Beatle ao Estado tenha ocorrido com o objetivo de lavagem de dinheiro. "Não houve lavagem de dinheiro nem nas ocorrências anteriores e muito menos agora", assinalou.
Lima, que também faz as defesas de Carlos Costa e Carlos Wanzeler, chefões da Telexfree, garante que o dinheiro investido pertencia a Renato: "Ele fez parte de uma seletiva do Flávio Salles (produtor do show), que estava em busca de um investidor, e ele se prontificou a fazer o investimento".
O advogado informa desconhecer se Alves pagou só o cachê ou também os outros custos. Mas relata que um valor foi pago diretamente à Planmusic, produtora nacional da turnê do ex-Beatle. "Ele não pagou nem ao Flávio, mas direto para a empresa responsável pela turnê do Paul", disse.
Quanto aos relatos de Salles, de que as tratativas para o show foram feitas com Costa, e que este garantiu os recursos para o evento, Lima diz desconhecer. "Não sei exatamente como aconteceu as discussões envolvendo o show, mas nada impede que alguém sugira uma terceira pessoa, ou faça uma indicação. Todo mundo sabe que os dois (Costa e Renato Alves) são próximos", observou.
Renato Alves é apontado em ações penais como sendo laranja de Costa e Wanzeler e teria recebido os chamados créditos manuais dos chefões, no valor de US$ 16 milhões. "Para todos os fins o dinheiro era dele, mas não sei os detalhes de como aconteceu esta operação (show), aonde Costa e Wanzeler entraram, se só intermediaram, ou indicaram, ou se de fato havia o dinheiro de alguém ali. A princípio, pelo que entendi, era dinheiro do Renato", destaca.
Cleber Renê Rizério Rocha, sócio da Capixaba Eventos, empresa que fez o show de Paul Crédito: Redes sociais
Já Cleber Renê Rizério Rocha, o homem inserido por Costa e Wanzeler na empresa  Capixaba  Eventos,que fechou o contrato com os produtores nacionais do show de Paul McCartney, não quis se manifestar.
Em e-mail enviado para a redação, informou: "Não pretendo dar entrevista, seja lá qual for a matéria e isso é um direito meu". Destacou ainda que queria exercer o seu "direito de não prestar declarações à imprensa".
A reportagem também tentou contato com a esposa de Cleber, que da mesma maneira não quis dar declarações.

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