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A partir de 2023

ArcelorMittal vai produzir no ES aço para carros e eletrodomésticos

Em um plano de expansão de longo prazo, a companhia planeja instalar uma nova planta na unidade capixaba para a produção de bobinas laminadas a frio, em Tubarão

Publicado em 01 de Outubro de 2021 às 09:06

Caroline Freitas

Publicado em 

01 out 2021 às 09:06
Pátio de bobinas da ArcelorMittal em Tubarão
Pátio de bobinas da ArcelorMittal em Tubarão Crédito: Divulgação/ArcelorMittal
Com planos de ganhar mais mercado em aços de alto valor agregado, a ArcelorMittal planeja um novo ciclo de expansão na unidade industrial de Tubarão, na Serra. A companhia planeja instalar no local uma nova planta para a produção de bobinas laminadas a frio, a partir de 2023.
Os produtos serão destinados ao mercado de carrocerias de automóveis, bens de linha branca (como geladeira e máquinas de lavar), construção civil (telhas, painéis, steel decks), agronegócio (silos) e geração de energia renovável.
A ação faz parte de um plano de expansão de longo prazo, a ser realizado em fases, até o final da década. A informação foi dada pelo presidente da empresa, Benjamin Baptista Filho, em entrevista ao jornal Valor Econômico.
O projeto, entretanto, já estava no radar do grupo siderúrgico pelo menos desde 2010, conforme Baptista relatou naquele ano em entrevista a A Gazeta. Por conta das sucessivas crises, acabou engavetado.
Laminador de tiras a quente da ArcelorMittal em Tubarão
Laminador de tiras a quente da ArcelorMittal em Tubarão Crédito: Divulgação/ArcelorMittal
A nova linha de produtos (chapas e bobinas laminadas a frio e galvanizadas, que são anticorrosão) deve ser destinada ao mercado interno, para produção de eletrodomésticos e carros, já saindo acabado da planta de Tubarão para ser comercializada.
Atualmente, a matéria-prima (bobinas laminadas a quente) produzida em território capixaba é embarcada no porto e viaja até São Francisco do Sul, em Santa Catarina, para depois ser finalizada.
“Vamos replicar aqui em Serra a operação de Vega [como é chamada a planta catarinense]”, disse Benjamin ao Valor. A unidade daquele Estado deve ter a expansão concluída em cerca de dois anos.
Vista aérea da ArcelorMittal Tubarão
Vista aérea da ArcelorMittal Tubarão Crédito: Mosaico Imagem/ArcelorMittal
Na fábrica da Serra, a previsão é de que sejam instalados equipamentos aptos a produzir ao menos 2 milhões de toneladas por ano. O investimento total é estimado em US$ 1 bilhão.
“Será um projeto feito em etapas, assim como foi Vega. Poderá começar com metade do previsto, uns US$ 500 milhões, mas tudo isso dependerá da evolução do mercado e da aprovação do alto comando do grupo”, observou Baptista, que deixa a presidência do grupo nesta quinta-feira (30).
Questionada por mais detalhes sobre o projeto, e se também haverá exportação do aço acabado, a ArcelorMittal Tubarão informou que está avaliando a possibilidades de dar maior valor agregado aos seus produtos. "Trata-se, entretanto, de um investimento de longo prazo. Acrescenta que a execução do projeto, quando acontecer, não representará ampliação na capacidade de produção da empresa, que é de 7,5 milhões de toneladas/ano. A proposta é utilizar as placas que já produz e destinar maior valor agregado no mercado."
A usina de Tubarão opera com três altos-fornos. Do total produzido por ano (7,5 milhões de toneladas), 4 milhões alimentam o laminador de bobina a quente, que ganhará cerca de 10% de capacidade extra, indo a 4,5 milhões de toneladas, conforme explicou Baptista ao Valor.
“Hoje não há mais como elevar capacidade de produzir aço bruto (placas) aqui em Serra, apenas de produtos com valor agregado, que serão voltados para o mercado brasileiro.”
O vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo (Sindifer-ES), Leonardo Cereza, apontou que o novo negócio pode tornar o Estado ainda mais competitivo, e ajudar a atrair empresas, que hoje precisam comprar de outros locais. 
"Toda vez que se tem a produção de chapas finas, para linha branca, veículos, entre outros, você abre um leque de opções, e acaba atraindo negócios correlacionados. Vai gerar emprego, trazer empresas diferentes. Hoje, temos poucas empresas no Estado de produção seriada, e deve atrair mais empreendimentos do tipo."
A expansão da malha logística do Estado, que deve receber, nos próximos anos, investimentos em infraestrutura portuária e ferroviária, por exemplo, acaba funcionando como um bônus.  "Se você tem a logística e tem o produto, há um ganho e tanto. O Estado vai ficar mais competitivo. Vai abrir um leque maior de negócios."

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