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Fraude no cadastro

Auditores identificam 40 empresas de fachada que iriam atuar no ES

Ação preventiva que vem sendo realizada desde agosto encontrou vários indícios de negócios laranjas que cometeram fraude cadastral. Representantes foram intimados e devem perder registro

Publicado em 23 de Setembro de 2021 às 18:14

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 set 2021 às 18:14
Sede da Sefaz
Sede da Sefaz, Secretaria da Fazenda do ES Crédito: Romero Mendonça/Secom-ES
Auditores fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) conseguiram identificar 40 empresas de fachada que iriam começar a atuar no Espírito Santo. A atuação preventiva dos auditores da Receita Estadual permitiu que as empresas fossem reconhecidas antes mesmo que fossem registrados prejuízos ao erário.
A identificação antes mesmo de serem cometidas fraudes foi possível graças a um sistema de cruzamento de dados elaborado pelos auditores fiscais, segundo o auditor Luiz Carlos Barros Filho. Esses 40 negócios foram mapeados desde o início de agosto, quando o método inovador começou a ser utilizado.
"Quando uma empresa laranja vai começar a operar, ela mostra uma série de indícios. Geralmente, elas são de setores específicos, têm endereços suspeitos, contabilistas já identificados, entre outros pontos", frisou.
A maior parte das empresas estaria localizada nos municípios de Vila Velha e Guarapari – seis em cada. Também havia registro de empresas em Vitória, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz, entre outros.
Já os setores predominantes para essas empresas eram bebidas, sucata e coágulo de borracha. Todas elas tiveram a emissão de documentos fiscais bloqueada e as inscrições estaduais serão encaminhadas para o cancelamento.
"É importante lembrar que os contabilistas envolvidos com essas empresas serão responsabilizados. Eles podem perder a licença para exercer a profissão e responder criminalmente pela atuação. Tanto o Conselho Regional de Contabilidade quanto o Ministério Público Estadual estão sendo notificados sobre os envolvidos no caso", disse o auditor fiscal e subgerente fiscal de Setores Econômicos, Lucas Calvi.
Antes de terem as inscrições estaduais canceladas, os representantes das empresas são intimados e podem recorrer da decisão. No entanto, a maioria deles sequer atende à intimação, o que confirma os indícios de serem sócios laranjas.
Em geral, uma empresa laranja movimenta altos valores e emite notas fiscais falsas, simulando operações de circulação de mercadorias. Com isso, o imposto deixa de ser pago aos cofres públicos, lesando toda a população capixaba.
* Com informações da Sefaz

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