O governo federal recebeu mais um pedido de construção de ferrovia no Espírito Santo por uma empresa privada. Dessa vez, o requerimento é para implantação de um ramal ferroviário de 100 quilômetros de extensão entre Linhares e Colatina.
A companhia Morro do Pilar Minerais S.A. apontou no pedido que estão previstos R$ 1 bilhão em investimentos, segundo informações do Ministério da Infraestrutura.
O segmento será voltado ao transporte de 25 milhões de toneladas por ano de carga de minério de ferro (granéis sólidos). A Gazeta tenta contato com a empresa para detalhar o projeto e este conteúdo será atualizado quando houver resposta.
Esse é o quarto requerimento para construção de ferrovia feito por uma empresa envolvendo trechos no Espírito Santo. Somando todo o país, agora são 21 solicitações.
Atuante no setor de portos, a Petrocity fez dois pedidos. Um deles é o segmento entre São Mateus e Ipatinga (MG), com 420 quilômetros e conexão ao Terminal de Uso Privado (TUP) que a companhia planeja administrar no porto capixaba.
Com um investimento de R$ 5 bilhões, a empresa pretende ampliar a gama de produtos transportados pelo complexo portuário para incluir grãos e cargas gerais.
O outro visa a conectar a produção do Centro-Oeste, partindo de Brasília, a Barra de São Francisco, por meio da implantação de 1.108 quilômetros de novos trilhos. O investimento é de R$ 13,5 bilhões.
Já a Macro Desenvolvimento planeja uma ligação de Presidente Kennedy, no Sul do Estado, e a cidade mineira de Conceição do Mato Dentro. O objetivo também é escoar a produção de minério e o investimento é da ordem de R$ 14,5 bilhões.
Veja as propostas para construção de ferrovias no ES
- Petrocity: São Mateus/ES – Ipatinga/MG: 420 km de extensão
- Macro Desenvolvimento Ltda.: Presidente Kennedy/ES – Conceição do Mato Dentro/MG –Sete Lagoas/MG: 610 km de extensão
- Petrocity: Barra de São Francisco/ES – Brasília (DF): 1.108 km de extensão
- Morro do Pilar Minerais S.A: Colatina – Linhares (ES): 100 km de extensão
Todas as propostas estão sendo analisadas pelo Ministério da Infraestrutura, e, mesmo se aprovadas, ainda precisarão passar por fase de licenciamento e implantação.