Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Pandemia no ES

Empresários culpam desordem social por piora da Covid: 'não foi a economia'

Entidades do Espírito Santo se reuniram com Casagrande na noite de segunda (15) e concordaram que medidas mais duras talvez sejam necessárias. Para as organizações, culpa é do convívio social desordenado, e não de desorganização da economia

Publicado em 16 de Março de 2021 às 10:56

Natalia Bourguignon

Publicado em 

16 mar 2021 às 10:56
Um bar foi fechado no Centro de Vitória após denúncias de aglomeração
Aglomeração no Centro de Vitória provocou fechamento de bar no início do mês Crédito: Leitor de A Gazeta
Após a reunião realizada na noite desta segunda-feira (15) com o governador Renato Casagrande, em que ele falou da proposta de adotar medidas mais restritivas no Espírito Santo nos próximos 14 dias para combater o avanço do novo coronavírus, líderes de entidades empresariais do Estado saíram concordando que, de fato, diante do momento crítico, regras mais duras talvez precisem ser tomadas neste momento. 
"Todos os setores presentes externaram preocupações, mas frente as informações dadas foram unânimes em prestar apoio", comentou Fábio Brasileiro, presidente do movimento empresarial ES em Ação, que ainda destacou  todos os segmentos produtivos têm dado sua contribuição e que não há uma desorganização na economia.
"Uma coisa que ficou clara é que o convívio irresponsável, como com aglomerações e eventos clandestinos, é o grande responsável pelo descontrole. Ambientes industriais, comerciais, empresas, shoppings, supermercados, todos estão tomando os cuidados. Não houve desorganização da economia, mas a desorganização social talvez seja o motivo pra que tenhamos novas restrições de convívio social", destacou.
Com a ocupação de leitos de UTI batendo 90% o crescimento no número de contaminados, o governo deve anunciar na tarde desta terça um pacote de medidas para conter a transmissão do vírus, como regras mais rígidas de funcionamento do comércio e de atividades não essenciais.
Como destacou a colunista Beatriz Seixas, foi uma reunião dura, de quase duas horas de duração, mas que os números apresentados eram tão alarmantes que ficou difícil pedir ao governo pedir pela manutenção da atividade econômica regular enquanto milhares de vidas estão sendo perdidas.
"Os dados preocupam muito e contra fatos não há argumentos. Estamos trabalhando com vidas. O setor privado teve acesso a todas as informações e nós nos colocamos à disposição para contribuir e apoiar o governador caso seja necessário para bloquear a transmissão e esvaziar os leitos "
Fábio Brasileiro - Presidente do ES em Ação
Brasileiro destacou que uma das preocupações dos empresários foi o com abastecimento. "A pior coisa seria um cenário de hospitais cheios, as pessoas sem poder trabalhar e haver desabastecimento. Mas isso está sendo tratado com cuidado, então o que se fala é manter as atividades essenciais para garantir o abastecimento, mas com protocolos mais exigentes".
Em comunicado distribuído a líderes industriais ao qual A Gazeta teve acesso, a presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini, destacou que a ocupação dos leitos de UTI está batendo os 90% no Estado e que essa é a marca definida pelo mapa de risco como o gatilho para a adoção de medidas mais severas. "É possível que o governador anuncie essas medidas nas próximas horas".
Diante da situação, ela fez um apelo ao setor:
"Importante, neste momento, fazermos a nossa parte e focarmos no cumprimento dos protocolos de segurança, orientando nossos colaboradores a observarem esses protocolos, nas indústrias e nos momentos de lazer"
Cris Samorini - Presidente da Findes
José Lino Sepulcri, presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio-ES), destacou que o setor também é compreensivo com a necessidade de medidas mais duras diante do cenário de "intranquilidade causado pelo avanço da pandemia", mas ele também vê a situação com preocupação.
"O comércio fez seu dever de casa. Nós transmitimos ao governador que seria uma decisão constrangedora para os empresários do comércio ficarem fechado por semanas, que poderia provocar uma situação calamitosa, mas transmitimos a compreensão do setor diante desta preocupação"
José Lino Sepulcri - Presidente da Fecomércio
Segundo Sepulcri, os representantes do comércio inclusive fizeram uma contraproposta ao governador, de apenas reduzir a carga horária diária. "O governo disse que vai estudar, mas mostrou preocupação grande com o aumento dos contaminados e de não ter onde interná-los".

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
As idas e vindas de Lula e Trump: tarifaço, 'química excelente' e Ramagem
Imagem de destaque
Idoso atropelado por caminhão é pai de presidente da Câmara de Barra de São de Francisco
Natália Alves da Silva e o filho dela, Pietro Valentim Alves da Silva, de 6 anos, desapareceram em Alegre
Mãe e filho desaparecem após passeio em Alegre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados