Reeleito para um terceiro mandato — segundo consecutivo — como governador do Espírito Santo, com 53,8% dos votos válidos, Renato Casagrande (PSB) deverá atuar em diversas frentes para que o Estado continue a crescer nos próximos anos.
Entre as demandas do empresariado estão investimentos em infraestrutura e inovação, bem como o desenvolvimento de ações para impulsionar segmentos como logística, mobilidade urbana, indústria e comércio, entre outros.
Para a presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini, investir em infraestrutura é fundamental para ampliar as vantagens competitivas do Estado. Nesse sentido, ela destaca algumas ações que devem ser tratadas com celeridade.
“Garantir a ampliação da malha ferroviária do Espírito Santo, tanto em direção ao Centro-Oeste brasileiro a partir da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), quanto em direção ao Sul do Espírito Santo, com a extensão da Estrada de Ferro Vitória a Minas até Anchieta, além de viabilizar a EF-118 de Anchieta e Presidente Kennedy, precisarão estar entre as prioridades do governo”, disse.
A Findes também avalia que é importante buscar a concessão e duplicação da BR-262 e a continuidade da duplicação da BR-101, pontos que foram listados pelo governador reeleito, nesta segunda-feira (31), como alguns dos objetivos para o próximo ano.
“É preciso que ambas as rodovias continuem entre as principais pautas do governo estadual – ainda que estejam na alçada federal - para que os investimentos sejam garantidos. Também temos como desafio ampliar a nossa capacidade portuária. Para isso, será preciso garantir e agilizar os serviços públicos necessários para a realização de projetos portuários que estão em andamento e os que venham a surgir.”
O avanço em projetos portuários também é uma demanda do setor do comércio exterior. O presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), Sidemar Acosta, observa que o Estado está caminhando para uma melhora considerável da infraestrutura logística, citando por exemplo o Porto da Imetame, o Porto Central e a desestatização da Codesa. Entretanto, ainda há espaço para melhorar.
“Manter um ambiente favorável e competitivo é fundamental para que possamos estruturar operações e negócios, aumentar o potencial do Estado e atrair novas empresas e investimentos. Como entidade, sempre tivemos um diálogo muito aberto e transparente com o Governo do Espírito Santo, e temos certeza que os próximos quatro anos serão de grande desafios e oportunidades de crescermos juntos e continuarmos dando o protagonismo que o nosso Estado merece”, afirmou.
O empresariado também considera que, para que o Estado continue crescendo, o governo precisará ter como foco reduzir a burocracia, estimular a inovação e a competitividade das empresas capixabas, além de ampliar a qualificação da mão de obra em território capixaba.
O presidente da Federação das Empresas de Transporte do Espírito Santo (Fetransportes), Renan Chieppe pontuou que o Fórum das Entidades e Federações (FEF), que reúne as federações do Transporte, Indústria, Comércio e Agricultura, além do movimento empresarial Espírito Santo em Ação, prepara um documento em que lista uma série de temas considerados prioritários para os próximos quatro anos.
Contudo, adiantou que, a fim de potencializar o desenvolvimento do Estado, é preciso que haja mudanças em algumas questões que impactam o segmento de transportes: melhoria na eficiência e na segurança da mobilidade urbana da Região Metropolitana, otimização e desenvolvimento da infraestrutura de transporte e logística, bem como refino, armazenagem e distribuição de combustíveis.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), por sua vez, se colocou à disposição para contribuir com as pautas prioritárias que gerem desenvolvimento econômico e social para o Espírito Santo, “especialmente as que impactam diretamente o comércio de bens, serviços e turismo, como segurança, logística, infraestrutura, economia, saúde, qualificação profissional, inovação, entre outras.”
O presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado do Espírito Santo (Sincades), Idalberto Moro, observou que o segmento de comércio atacadista e distribuidor tem papel fundamental na geração empregos, renda e arrecadação de impostos, sendo um dos mais importantes para a economia capixaba, e destacou: “Temos desafios, mas há inúmeras oportunidades e um forte compromisso com o futuro do setor e com o fortalecimento da economia estadual”.