Mais investimentos, olhar atento às demandas e exigências do mercado. Essa é a aposta dos empresários de Colatina, cidade do Noroeste do Espírito Santo, para se manter em destaque e enfrentar as dificuldades impostas pela economia.
O município está entre as melhores cidades do Estado para negócios e atração de empresas, que escolhem a Princesa do Norte devido a incentivos do Governo e mão de obra disponível na região. Projeções do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) apontam que o Espírito Santo deve receber R$ 65 bilhões em investimentos até o ano de 2027, e Colatina está na lista das cidades que serão contempladas com novos projetos.
Em comemoração às conquistas e aos bons resultados, empresários colatinenses se reuniram na noite de sexta-feira (24) na 21ª edição do Prêmio Gazeta Empresarial de Colatina. Com o tema “Exemplos que inspiram”, o evento, promovido pela Rede Gazeta, tem o objetivo de reconhecer os empreendimentos que se destacam na lembrança do consumidor.
Para a diretora regional da Rede Gazeta, Maria Helena Vargas, a premiação é um atestado de credibilidade e posicionamento das empresas colatinenses.
"Colatina exporta produtos para o Brasil e para o mundo por meio de suas empresas. O prêmio é um atestado de que essas empresas estão consolidadas no mercado, prestando um bom serviço e entregando bons produtos"
Sicoob
Empreender é desafiador. No entanto, de acordo com o diretor executivo do Sicoob, Alair Giuriato, o potencial econômico de Colatina faz com que muitos empreendedores consigam se sobressair diante o cenário, apesar das questões burocráticas, fiscais e tributárias. Segundo ele, isso é possível porque a cidade é uma centralizadora de serviços.
"Colatina representa uma centralização de muitos serviços por diversos fatores: pela sua história, pelas cidades que estão no entorno [...], então o comércio do município tem uma representação importante para o Espírito Santo, em especial para a região Noroeste"
Frisa
Para Marcos Flávio Pereira, diretor de originação e relações institucionais do frigorífico Frisa, o cenário econômico atual é desafiador. Para enfrentá-lo, destaca que é importante diversificar, sempre com olhar atento ao mercado interno e externo.
"A indústria de alimentos vem passando por anos difíceis, e isso vem dificultando o crescimento. Para crescer, mesmo com esse cenário, a ideia é continuar se diversificando, desenvolvendo novos produtos, novas linhas, atento ao mercado interno e externo"
Luz e Força Santa Maria
Para o assessor da diretoria da companhia elétrica Luz e Força Santa Maria, Henrique Coutinho, Colatina se destaca como uma importante consumidora de energia. Segundo ele, a alta da produção do café tem impulsionado esse consumo.
"A nossa região tem uma característica interessante no consumo de energia e também é muito dependente da produção de café. Nós temos vivido um dos melhores momentos na cultura do grão, e isso tem refletido no consumo de energia. A gente acredita que após essa safra teremos uma melhora na atividade econômica"
Lavagnoli
Segundo o diretor comercial do Supermercado Lavagnoli, Eliandro Silva, o mercado colatinense é promissor. Apesar disso, entre os desafios atuais, ele aponta que está a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada.
"Colatina tem um mercado muito bom, muitos municípios dependem da cidade e o fluxo da população que passa por aqui é promissora. Os desafios são mão de obra qualificada e a logística para que a gente trabalhe a atenda todo o mercado dentro da nossa comunidade"
Pneumax
No ramo automotivo, o destaque vai para os veículos seminovos. É o que aponta o empresário Jadson Nicchio, da Pneumax.
"Todos os segmentos estão passando por uma fase difícil, mas o ramo automotivo talvez se encontre um pouco menos, pois, quando diminui a venda de carros novos, o uso de seminovos acaba se prolongando, e esse tipo de veículo vem para as nossas lojas para serem reparados"
O empresário também destacou a falta de mão de obra qualificada como o principal desafio para o negócio. “Estamos sofrendo por falta de mão de obra e esse é o maior gargalo hoje no nosso segmento”, completou.
Dragão Material Elétrico
Para o empresário Moacyr Menegatti Júnior, da Dragão Material Elétrico, a colheita do café pode ser um indicativo de boas perspectivas para o segundo semestre de 2024.
"O desafio é diário e constante. É necessário criar, ampliar mercados, fidelizar clientes, se reinventar. Nesse ano temos o café, que deu uma melhora no preço, e que pode ajudar"