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Montanha-russa financeira

Entenda a crise do bitcoin e como proteger investimentos em criptoativos

Preço da moeda despencou 30% em poucos dias após notícias da Tesla e de bancos chineses. Contudo, perspectiva ainda é positiva para o dinheiro virtual

Publicado em 22 de Maio de 2021 às 20:40

Natalia Bourguignon

Publicado em 

22 mai 2021 às 20:40
Bitcoin: criptomoeda vive bom momento de valorização
Bitcoin: criptomoeda vive bom momento de desvalorização Crédito: Gerd Altmann/Pixabay
Após atingir altas recorde, o bitcoin, criptomoeda mais conhecida no mundo, desvalorizou cerca de 30% nas últimas semanas. Cotada na quarta-feira (19) a US$ 36,4 mil, ela já chegou valer mais de US$ 60 mil em meados do mês passado.
Com a expressiva valorização do ativo desde dezembro de 2020, muitos investidores decidiram se arriscar comprando bitcoins ou investindo em fundos que acompanham o rendimento do ativo. Agora, o derretimento dos preços tem provocado angústia e dúvidas sobre o futuro da criptomoeda.
A queda foi motivada por duas notícias. A primeira delas veio de um tuíte em que o magnata americano e fundador da Tesla, Elon Musk, anunciou que ia rejeitar os pagamentos em bitcoin para os veículos elétricos da marca, alegando o risco ambiental provocado pelo alto consumo de energia para gerar essa criptomoeda.
Dias depois, várias federações bancárias chinesas consideraram que as criptomoedas “não são verdadeiras divisas” e advertiram para o risco da “especulação”. O país trabalha em sua própria moeda digital.
O sócio da Valor Investimentos Davi Lelis explica que criptomoedas, não só o bitcoin, são ativos que têm, por natureza, alta volatilidade, ou seja, podem variar para cima ou para baixo em espaços muito curto de tempo.
“Por ser uma tecnologia que ainda está em expansão, ela ainda é muito sujeita às notícias. Por isso tem grandes variações de curto prazo. Ter quedas de 30%, 40% em uma semana já aconteceu antes. Já era esperado”, diz.
Essa também é a perspectiva da doutora em Ciências Contábeis e professora da Fucape, Neyla Tardin. Segundo ela, quem está disposto a investir em criptoativos precisa de um "coração forte" para sobreviver a essas variações.
“A volatilidade é muito grande, é preciso ter um pouco de estômago. É preciso suportar quedas muito abruptas de preços e altas muito abruptas também”, afirma.
Para Davi, é importante entender a tecnologia inovadora que está por trás das criptomoedas para que as variações não provoquem ações de compra ou de venda baseadas apenas na tendência atual ou momentânea do ativo.
Ele explica que, muitos dos investidores que venderam bitcoins nesse momento de queda, em um tipo de "efeito manada", eram justamente pessoas novas a esse mercado, que adquiriram há menos de um ano, e se assustaram com o movimento de baixa. Já quem tem mais experiência, aproveitou o preço menor para comprar.
“O Elon Musk ou a China não mudam a tecnologia que está investida e se desenvolvendo cada vez mais. Não se deve vender ou comprar por motivos errados. A pessoa que quer comprar só porque o ativo se valoriza muito, não compre, está errado. Claro que é preciso atenção: mesmo entendendo a tecnologia, não se deve ter mto mais de 1% ou 3% do patrimônio dela em criptomoedas porque não é regulado”, alerta.

PERSPECTIVA POSITIVA PARA O FUTURO DO BITCOIN

Ambos especialistas afirmam que, ainda que haja alta volatilidade, há uma perspectiva positiva para as criptomoedas, e para o bitcoin, no futuro.
“A PWC, por exemplo, é uma das maiores consultorias do mundo e já aceita pagamentos em bitcoin pelos seus serviços. O BTG Pactual montou um fundo de bitcoins recentemente, com cotas a partir de R$ 1. Acredito que muito em breve cartões de crédito poderão dar cashbacks em bitcoins. Por que não?”, aponta Neyla.
O assessor financeiro da Valor avalia que, por conta dessa perspectiva otimista, é possível que os preços do bitcoin voltem a subir. Contudo, ele afirma que é impossível precisar quando isso deve acontecer.
“Acho muito provável que volte (aos patamares anteriores), porque é uma tecnologia que tem muito uso. Mas não dá para falar se é no curto, médio ou longo prazo. O que dá pra dizer é que é uma tecnologia em expansão e que não está em seu potencial máximo", analisa.

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