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Ranking de Competitividade

ES avança em infraestrutura, inovação e segurança, mas cai em educação

O Estado se manteve na 10ª posição no levantamento que avalia 99 indicadores distribuídos em dez pilares considerados fundamentais para a atração de negócios

Publicado em 30 de Agosto de 2023 às 08:09

Leticia Orlandi

Publicado em 

30 ago 2023 às 08:09
Primeira carga de lítio é exportada pelo Porto de Vitória
Primeira carga de lítio é exportada pelo Porto de Vitória Crédito: Vitor Jubini
O Ranking de Competitividade dos Estados 2023, divulgado na última quarta-feira (23) pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria, apontou que o Espírito Santo teve crescimento em oito dos dez pilares do levantamento. O ganho de posições foi em setores como infraestrutura, inovação e segurança. Mas também houve queda, registrada na área de educação. 
Mesmo assim, o Estado se manteve na 10ª posição no levantamento. No ano passado, o Espírito Santo ficou em décimo no ranking, uma queda de cinco posições em relação ao ano anterior. Hoje, à frente do Estado estão São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
No levantamento, criado há 12 anos, os Estados foram avaliados em 99 indicadores distribuídos em dez pilares considerados fundamentais para a atração de negócios. São eles: infraestrutura, sustentabilidade social e ambiental, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado e inovação.
Nos pilares avaliados pelo ranking, o Espírito Santo foi destaque em dois deles, ficando em segundo lugar na classificação nacional em infraestrutura e solidez fiscal. O Estado avançou também cinco posições em sustentabilidade ambiental (4ª), seis em segurança pública (12ª) e nove em capital humano (13ª). O único pilar com queda de desempenho em 2023 foi Educação (de 8º para 9º lugar), enquanto a pior classificação foi em Potencial de Mercado (25ª).
O gerente de competitividade do CLP, Lucas Cepeda, destacou a importância do estudo, dizendo que 24 Estados usam o ranking no planejamento e monitoramento de políticas públicas.
"Torna-se uma ferramenta que permite indicar pontos positivos e negativos que cada Estado tem e, assim, conseguir construir políticas públicas mais assertivas para atacar os problemas mais urgentes e que mais prejudicam a qualidade de vida da população"
Lucas Cepeda - Gerente de Competitividade do CLP
Sobre o desempenho do Espírito Santo, observou que a melhora em infraestrutura ocorreu porque o Estado subiu em cinco indicadores neste pilar, como backhaul de fibra ótica, com o qual o Estado ganhou dez posições. Também teve movimento positivo em sete posições no acesso à rede elétrica, seis posições em qualidade do serviço de telecomunicações, duas em custo da energia elétrica e uma em acessibilidade do serviço de telecomunicações.
Em segurança, o Estado apresentou avanço em sete indicadores do pilar como morbidade no trânsito, mortes a esclarecer, déficit carcerário, presos sem condenação, atuação no sistema de justiça criminal, segurança pessoal e segurança patrimonial. "Um destaque foi o indicador de morbidade no trânsito, pois o Estado avançou oito posições", apontou.
Já a respeito da educação, o desempenho ruim é resultado de uma queda do Estado em cinco dos indicadores. "O que mais influenciou a queda foi o indicador de taxa de frequência líquida no ensino fundamental, com recuo de sete colocações e também da taxa de atendimento no ensino infantil", pontuou Cepeda.
Para a subsecretária de Estado de Competitividade, da Secretaria de Desenvolvimento (Sedes), Rachel Freixo, os dados divulgados pelo Centro de Liderança Pública mostram que o Espírito Santo, mesmo mantendo a posição de 2022 em competitividade, registrou crescimento importante.
“Temos avanços a comemorar, que permitem que as nossas empresas continuem tendo uma ambiência de negócio favorável. Solidez fiscal, infraestrutura e o indicador relacionado à sustentabilidade e, consequentemente, correlacionado à economia verde, à geração de energia e acesso à energia de qualidade. São todos diferenciais para que as nossas empresas continuem competitivas e sigam avançando”, salientou Rachel Freixo.

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