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Arrecadação

ES deve receber R$ 193 milhões com novo leilão de petróleo no fim do ano

Dois campos na bacia de Búzios serão leiloados em dezembro pelo regime de cessão onerosa. Recurso arrecadado pela União será dividido entre Estados e municípios

Publicado em 26 de Abril de 2021 às 02:00

Natalia Bourguignon

Publicado em 

26 abr 2021 às 02:00
Plataforma P-57, da Petrobras, no Litoral Sul do Espírito Santo
Plataforma de petróleo na Bacia de Campos Crédito: Gabriel Lordêllo/Agência Petrobras/Divulgação
O Espírito Santo poderá receber um reforço de aproximadamente R$ 193 milhões no Orçamento em 2022. O recurso virá do leilão de dois campos de exploração de petróleo na Bacia de Santos, que está previsto para dezembro deste ano.
Do montante total, R$ 135,2 milhões serão destinados ao governo do Estado e R$ 57,8 milhões repartidos para os municípios capixabas, segundo cálculos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
O governo federal afirmou em comunicado que espera arrecadar R$ 11,14 bilhões com os leilões dos campos de Sépia e Atapu. A arrecadação diz respeito ao chamado "bônus da assinatura", valor fixo que as empresas vencedoras do leilão têm de pagar à União para explorar o petróleo.
Como há um acordo para a partilha dos recursos, governadores e prefeitos receberão R$ 7,67 bilhões do total do bônus.
O subsecretário de Receita da Sefaz, Luiz Cláudio Nogueira, explica que 15% do dinheiro obtido com o bônus da assinatura é destinado aos Estados e outros 15% aos municípios. Além disso, R$ 4 bilhões serão repartidos com base nas regras da Lei Kandir.
Ele afirma que a parte que compete ao governo estadual deve ser usada para compor os dois fundos criados para esse fim, o Fundo de Infraestrutura e o Fundo Soberano.
“Entre os Estados que recebem recurso do petróleo, o Espírito Santo foi o único que criou dois fundos para aplicar os recursos. Um fundo olhando para o presente, para prover infraestrutura básica sustentável, e o outro olhando para o futuro, criando uma poupança intergeracional”, diz.
Dessa forma, ele esclarece, o dinheiro do petróleo fica separado da lógica orçamentária ordinária, promovendo um uso mais consciente e de longo prazo dos recursos.
“O Estado não receberá royalties desses campos porque eles não estão localizados no Espírito Santo. O único recurso que recebe é esse, do bônus de assinatura”, esclarece.

SEGUNDA TENTATIVA

Os campos de Atapu e Sépia fazem parte da área da cessão onerosa. Os volumes excedentes desses campos passarão por leilão pela segunda vez - já que não houve sucesso na licitação realizada em 2019.
O bônus de Sépia foi estabelecido em R$ 7,13 bilhões e o de Atapu, em R$ 4 bilhões. Contudo, dependendo da procura, esse valor pode variar para cima ou para baixo, o que, consequentemente, afetaria a arrecadação do Espírito Santo.
Em 2019, apenas os blocos de Búzios e Itapu receberam proposta e foram leiloados.
Na época, o governo federal arrecadou R$ 69,96 bilhões, dos quais cerca de R$ 161 milhões ficaram para o governo do Estado.

ENTENDA A CESSÃO ONEROSA

Em 2010, um acordo permitiu à Petrobras pagar R$ 74,8 bilhões à União pela exploração de cinco bilhões de barris de óleo na Bacia de Santos em campos do pré-sal na área chamada de cessão onerosa.
Após avaliações, descobriu-se que essa reserva tem mais petróleo. Estima-se que, na área, possa ter de 6 a 15 bilhões de barris a mais do que o calculado anteriormente. Esse excedente é o que vem sendo leiloado desde 2019.
* Com informações de Estadão

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