Com planos de oferecer à iniciativa privada seis parques estaduais, o
governo do Espírito Santo tem no Grand Canyon e Yellowstone, nos
Estados Unidos, e no Parque de Iguaçu, no Paraná, as fontes de inspiração para definir o modelo da concessão das áreas.
Para elaborar a modelagem, o governo do Estado contratou por R$ 8,6 milhões a consultoria Ernst & Young, que também vai ajudar a elaborar o edital. A previsão é de que o leilão de concessão ocorra no primeiro semestre de 2025, na
Bolsa de Valores B3.
Atualmente, a gestão dos parques estaduais Mata das Flores e Forno Grande, em Castelo; Paulo César Vinha, em Guarapari; Itaúnas, em Conceição da Barra; Pedra Azul, em Domingos Martins; e Cachoeira da Fumaça, situado entre os municípios de Alegre e Ibitirama, é realizada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e, caso seja firmada a concessão, a área de uso público será gerida pela iniciativa privada.
Após a concessão, os investimentos de infraestrutura poderão ocorrer, por exemplo, em: trilhas, áreas de lazer, sinalização, centros de acolhimento e outras instalações necessárias para o suporte das atividades dos parques.
O secretário estadual de Meio Ambiente,
Felipe Rigoni, explica que os modelos que inspiram o detalhamento da concessão vem dos maiores parques do mundo, considerados os melhores exemplos, como o Parque Nacional do Iguaçu, os parques do Grand Canyon e de Yellowstone, nos Estados Unidos, e modelagens feitas na Austrália, Suécia e Canadá.
O objetivo é seguir o exemplo dos grandes parques, que tiveram uma boa modelagemm do setor público com o privado e funcionam como vetores de desenvolvimento local e sustentável, ajudando ainda a conservação dos parques. Rigoni detalha que em Foz do Iguaçu, por exemplo, 14 municípios são beneficiados pelo parque devido à geração de renda.
Para o vice-governador e secretário de Estado de Desenvolvimento,
Ricardo Ferraço, os parques são ativos ambientais e econômicos, capazes de contribuir com o desenvolvimento regional.
“O Parque Nacional do Iguaçu é uma área ambiental muito protegida, que produz riqueza ao povo do Paraná. A concessão de parques é uma alternativa promissora, com gestão qualificada para garantir a preservação e modelar atividades econômicas sem riscos, conforme planos de manejo bem regulamentados. Ecoturismo, com envolvimento e participação das comunidades locais, promovendo o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e inclusiva”, destaca.
Apesar do estudo contemplar a modelagem dos seis parques, eles não devem ser concedidos em um único lote. Felipe Rigoni afirma um bloco pode reunir, por exemplo, uma ou mais unidades.
"Quem vai dizer é a modelagem. O estudo vai apontar no que se pode investir, em quanto tempo, as obrigações de investimento, a estimativa de visitantes e aumento da visitação das próprias comunidades no entorno", detalha.
A modelagem também vai apontar as possibilidades de cobrança de bilheteria ou outras fontes de receita, como alimentação, bebidas, comércio e até hospedagem. Rigoni ressalta que a as comunidades locais não devem pagar para acessar os parques.
Segundo ele, a previsão é aumentar o número de pessoas que trabalha nos parques, o que vai possibilitar receber mais visitantes. Rigoni cita que hoje a Pedra Azul, por exemplo, recebe 150 visitantes por dia no agendamento para as trilhas porque é a quantidade que a equipe atual consegue atender. Com a concessão, a visitação poderá ser ampliada e outras atividades podem ser incluídas.