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Desestatização

Governo não definiu valor de venda da Codesa e fará nova audiência pública

Números, que já haviam sido levantados anteriormente, estão sendo atualizados com os resultados da companhia em 2020. Leilão está previsto para novembro

Publicado em 05 de Fevereiro de 2021 às 15:22

Caroline Freitas

Publicado em 

05 fev 2021 às 15:22
O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) é único do Estado especializado no transporte de contêineres. Ele é administrado pela Log-in Logística
O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) faz parte do Porto de Vitória e é arrendado pela Log-in Logística Crédito: Carlos Alberto Silva
O governo federal ainda não bateu o martelo sobre o valor de venda da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), cujo leilão está previsto para novembro, em conjunto com a concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho (Aracruz).
Na quinta-feira (4), durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para colher contribuições da sociedade quanto à concessão dos complexos portuários por 35 anos, representantes da agência informaram que uma segunda audiência, específica para privatização da Codesa, será realizada nos próximos meses.
previsão é que essa nova consulta pública aconteça em março, como antecipou a colunista Beatriz Seixas, de A Gazeta. Só nesta etapa serão apresentados os valores que o governo espera arrecadar com a venda da empresa estatal. O motivo para a espera é que os números, que já haviam sido levantados anteriormente, estão sendo atualizados com os resultados da companhia em 2020.
A saber, a empresa encerrou o ano de 2020 com um lucro de cerca de R$ 30 milhões, o maior superávit da sua história, conforme também noticiado pela colunista Beatriz Seixas. Com a desestatização, a expectativa é que a receita da Codesa quadruplique em 35 anos e que a movimentação de cargas no Porto de Vitória dobre neste período.

ENTENDA O MODELO DE DESESTATIZAÇÃO

A proposta de desestatização da Codesa  prevê a privatização da empresa estatal, com alienação de 100% das ações da companhia. Isto é, o licitante que arrematar a companhia assumirá todos os passivos, e a empresa passará a ser privada.
Por outro lado, o licitante também receberá o direito de exploração dos portos de Vitória e Barra do Riacho (Aracruz), sob regime de concessão. Foi essa a proposta levada a audiência pública nesta semana. Diferente da Codesa, os portos não serão alienados, mas concedidos por um período de 35 anos, prorrogáveis por mais 5 anos. Ao final desse prazo, retornarão à gestão da União ou podem ser novamente licitados.
A gestão dos portos ocorrerá sob o modelo de private landlord port, e a concessionária será responsável, por exemplo, pelo investimento e manutenção das infraestruturas de acesso marítimo e rodoviário, principalmente em Capuaba, onde há a previsão de se construir um novo acesso exclusivo ao porto.
Além disso, a concessionária deverá oferecer infraestrutura nos cais em contratos spot, negociar parcerias para contratos de longo prazo, controlar o fluxo de embarcações no canal de acesso e na área do porto, elaborar o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) e apresentar ao poder concedente, entre outros pontos.
No total, os portos devem receber investimentos de mais de R$ 1,6 bilhão ao longo do contrato. Serão aplicados R$ 55 milhões em recuperação estrutural, R$ 300 milhões em segregação do acesso a Capuaba. Também são estimados cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos em manutenção de infraestrutura e serviço.
Os contratos de arrendamento hoje existentes – Technip, Prysmian, TVV/Login, e Peiú/TPP, em Vitória, e de Portocel, em Barra do Riacho – serão mantidos e herdados pela concessionária, que assumirá as receitas provenientes dos contratos, e poderá negociar condições para que se assemelhem aos termos atuais.
A concessionária não poderá explorar diretamente os portos, nem movimentar cargas. No modelo de private landlord, as operações de movimentações de cargas são feitas por terceiros, por meio de arrendamentos.

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