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Olho do Dono/Divulgação
Exportação de ideias

Made in ES: tecnologia capixaba chega aos EUA, à Europa e até à Ásia

Empresas de base tecnológica criadas no Espírito Santo têm se tornado referência em seu ramo de atividade, fornecendo serviços para outros países e até sendo premiadas internacionalmente

Caroline Freitas

Repórter

cfreitas@redegazeta.com.br

Publicado em 25 de Setembro de 2021 às 16:19

Publicado em

25 set 2021 às 16:19
Pedro Henrique Mannato, sócio-fundador e CEO da Olho do Dono
Pedro Mannato, sócio-fundador e CEO da Olho do Dono Crédito: Olho do Dono/Divulgação
Espírito Santo é amplamente conhecido por sua vocação para o comércio exterior. Mas as relações com outros países vão muito além da venda de commodities como café, minério de ferro ou aço. O Estado também “exporta” produção tecnológica.
Empresas inovadoras situadas em território capixaba têm, cada vez mais, ganhado destaque em suas áreas de atuação, e passam a ofertar serviços também fora do Brasil. É o caso da Olho do Dono, que desenvolveu uma tecnologia para realização da pesagem de gado no pasto com uma câmera 3D.
A startup já ganhou diversos prêmios internacionais e fechou contratos com países como México, Argentina e Paraguai, conforme explicou o CEO e sócio-fundador, Pedro Mannato.
“Já fomos premiados na Argentina. Já apresentamos nossos serviços em Abu Dhabi (Emirados Árabes) e tudo isso contribuiu para conseguirmos clientes fora do país. No México, por exemplo, estamos com uma parceria com uma indústria de bovinos e suínos para fornecer nossa tecnologia.”
Mannato pondera que os ganhos são diversos e que cada cliente conquistado em outro país abre portas, facilitando a internacionalização mais ativa dos negócios. Além disso, explica que isso tem permitido que a companhia amplie suas bases de dados, na medida em que tem contato com animais inseridos em contextos diferentes. O empresário reforça ainda que essa expansão também ajuda nos negócios praticados no mercado interno.
"Com clientes internacionais, os pecuaristas começam a ficar mais atentos, passamos ainda mais credibilidade"
Pedro Mannato - CEO da startup Olho do Dono
Quem também tem se beneficiado da internacionalização dos serviços é a Aratu, empresa de base tecnológica capixaba, criada há dez anos, que hoje já faz negócios com outros países da América Latina.
O diretor executivo da startup, Nelio Augusto Secchin, explica que as atividades são focadas no desenvolvimento e na fabricação de equipamentos de pesquisa e monitoramento ambiental, e que a empresa tem feito testes para levar seus serviços cada vez mais locais.
Nelio Augusto Secchin, diretor executivo da Aratu
Nelio Augusto Secchin, diretor executivo da Aratu Crédito: Aratu/Divulgação
“Estamos gerando um planejamento estratégico para colocar nossa tecnologia fora do Espírito Santo, e já conseguimos ter negócios com todas as regiões do Brasil, mas também tivemos interações comerciais com vários países da América Latina, e elencamos como prática teste o Uruguai. Queremos colocar nossa tecnologia de forma robusta lá fora, mas vários equipamentos nossos já são vendidos atualmente para o exterior.”
Também na área ambiental, a Inflor, empresa sediada em Vitória, com mais de 20 anos de atuação, oferece soluções tecnológicas para gestão de ativos florestais, ajudando a promover o uso consciente de recursos.
A companhia tem destaque não apenas em território brasileiro, como também oferta serviços em outros países do continente americano, da Europa, África e Ásia, conforme explicou a diretora operacional da Inflor, Rafaela Borlini Spinassé. São mais de 12 milhões de hectares de florestas ao redor do mundo gerenciados a partir de softwares desenvolvidos pela companhia.
"Temos um sistema voltado para o mercado para o mercado florestal, e há mais de 15 anos já contamos também com clientes do exterior, que utilizam nossos softwares para gerir seus negócios. E é algo que dá ainda mais credibilidade aos nossos serviços, além de melhorar a visibilidade da empresa."
Outro exemplo é a ISH Tecnologia, criada na Capital capixaba, que hoje é considerada a 26ª maior companhia do ramo, a nível global, segundo ranking do MSSP Alert.
A empresa, que oferece serviços de segurança cibernética voltados a prover proteção, sustentação e detecção de ameaças, bem como respostas a incidentes e gestão de risco, está no mercado há mais de 25 anos, e atua não apenas no Brasil, como também no exterior, tendo um dos seus nove escritórios situado na Flórida, nos Estados Unidos.
Outra empresa capixaba ganhando o mercado exterior é a Mitis Tecnologia, da Serra. A empresa, que há treze anos desenvolve softwares diversos, já forneceu sistemas para empresas na Inglaterra e nos Estados Unidos.
"Construímos diversos softwares que já são comercializados no mercado. Já estamos em todos os Estados do Brasil e também tivemos a oportunidade de desenvolver um software para uma empresa da Inglaterra. Além disso, temos um cliente brasileiro  que expandiu e abriu uma unidade em Miami, onde usa o nosso sistema. A internet facilita muito. Se houver demanda, onde estiver, atendo", explicou o CEO da Mitis, Rodrigo Maxwel.
Quem também tem ganhado o território norte-americano é a Mito Games, especializada em jogos e aplicativos. A empresa trabalha atualmente no desenvolvimento de um jogo inspirado em um filme de terror estadunidense, previsto para ser lançado no mês de dezembro.
Mas essa não é a primeira experiência com demandas internacionais, conforme explicou o sócio-fundador da startup e superintendente da TecVitória, Rafael Lontra. O primeiro cliente da startup, ainda em 2013, foi uma fábrica de chocolates da Bélgica.
“Na época, a empresa tinha outro nome, mas já começamos com um pé lá fora. Depois, quando passou a se chamar Mito Games, passamos a fabricar diversos tipos de jogos, inclusive alguns que foram vendidos para outros países, em parceria com empresas nacionais que queriam internacionalizar suas operações.”
Lontra explica que nada vem sem esforço, e que os desenvolvedores já tiveram experiências em países da Europa, como a República Checa, para aprender mais sobre aplicativos.
“Agora fomos contratados para fazer o jogo de um filme de terror estadunidense, que deve ser lançado em dezembro, e que também deve ser distribuído no Brasil, mas que tem como foco o mercado internacional. Mas é uma trajetória extensa, e ainda há muito espaço para crescer.”

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