Com ares revolucionários, ferramentas como ChatGPT e similares vêm sendo cada vez mais inseridas no cotidiano de pessoas e empresas, facilitando rotinas e abrindo possibilidades diversas. Ainda assim, os modelos já disponíveis estão longe de ser o ápice da inteligência artificial.
A avaliação é do CEO do AAA Inovação, Juan Pablo Boeira, que é referência em planejamento e execução de estratégias e gestão de Inovação, Metaversos, Métodos Ágeis, Pesquisas Avançadas, Big Data, Inteligência Artificial e Transformação Digital e PHD em Inteligência Artificial.
Ao mesmo tempo em que considera que a inteligência artificial é maior divisor de águas das gerações atuais, ele destaca que a IA está apenas engatinhando, e que ainda há muito espaço para avançar.
Os modelos atuais realizam, sobretudo, atividades para as quais já foram programados, armazenando dados e fazendo cálculos para realizar funções específicas, mas sem a mesma versatilidade humana. Esses, entretanto, seriam apenas a versão mais básica que se pode alcançar.
“Existem três tipos de inteligência artificial: uma é a que a gente usa hoje, que ainda está engatinhando e tem muito a evoluir; depois, tem o segundo piso, que é o que a gente chama de inteligência artificial geral (AGI) (em que a máquina tem capacidade de pensamento abstrato, por exemplo, e, em níveis mais avançados, pode se tornar autoconsciente). E, depois, tem o terceiro tipo que é o estado da arte. Mas é algo que não devemos ver até 2050, 2070. São níveis, e, por enquanto, estamos apenas engatinhando.”
Neste contexto, Boeira observa que a evolução da IA deve ser diferente do que se observou, até então, com outras tecnologias contemporâneas.
“Vamos imaginar o Windows. Foi uma grande tecnologia lançada na nossa época e que evoluiu muito desde o surgimento, do Windows 1 até o 95, mas, de lá para cá, mudou, sim, não evoluiu tanto. O iPhone evoluiu muito até o 7, depois já não teve tanta evolução (em termos de tecnologia). Em relação à inteligência artificial, ainda tem muito para evoluir.”
E mesmo que a tendência seja que as máquinas se aproximem ainda mais dos humanos, o especialista considera improvável que a tecnologia torne as pessoas descartáveis ou chegue, efetivamente, a acabar com os empregos.
“Nenhuma tecnologia acaba realmente com o que veio antes. Veja o streaming de música, por exemplo. Ele veio, mas ainda tem gente escutando vinil. Não é que você vai ser substituído, mas quem não souber usar a tecnologia, a IA a seu favor, vai ficar para trás. A partir de agora, será como um copiloto nosso.”
"Na minha modesta opinião, é o maior game changer que as gerações atuais estão vivendo. Não consigo enxergar, a curto e médio prazos, nenhuma tecnologia que vá facilitar tanto a vida, trazer dinheiro e gerar mais acuracidade nos processos quanto a inteligência artificial. O que vai fazer isso ir para o bem ou para o mal é como será aplicada
"
Na próxima quinta-feira (25), Boeira participa do conecta.ceo, evento de inovação para CEOs e executivos, promovido pelo hub Base27 em Vitória, durante o qual o especialista abordará como a IA pode ser usada para acelerar a inovação.
Haverá palestrantes diversos, como a economista Zeina Latif, que abrirá o evento com o tema: “Tendências e perspectivas macroeconômicas para o Brasil”, além de executivos e outros especialistas da área de inovação, que apresentarão o painel “Oportunidades e desafios dos negócios na atual conjuntura econômica e tecnológica”.
Serviço: Conecta.ceo
- Data: 25 de maio
- Horário: das 13h30 às 18 horas
- Local: Vitória Grand Hall
- Inscrições*: https://app.pipefy.com/public/form/Fflol3YR
- *O evento é exclusivo para CEOs, executivos e diretores