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Stone Summit

Novos portos e obras na BR 101 fazem setor de rochas projetar crescimento no ES

Melhorias na logística do Estado animam investidores e especialistas da área, que estiveram reunidos nesta terça (3), na Rede Gazeta, para debater avanços na produção

Publicado em 03 de Dezembro de 2024 às 15:30

João Barbosa

Publicado em 

03 dez 2024 às 15:30
Stone Summit
Stone Summit reuniu investidores e estudiosos do setor de rochas na Rede Gazeta Crédito: Fernando Madeira
Responsável por mais de 80% da produção de rochas de todo o Brasil, o Espírito Santo deve movimentar mais recursos e gerar ainda mais empregos no setor nos próximos anos, graças à conexão de investimentos públicos e privados para superar gargalos logísticos e para melhorar a governança e a competitividade.
A projeção é feita por investidores e estudiosos do setor que, na manhã desta terça-feira (3), reuniram-se na sede da Rede Gazeta, em Vitória, para mais uma edição do Stone Summit, evento voltado o desenvolvimento estratégico do setor de rochas naturais no Estado.
A cada ano, o setor de rochas capixaba supera a marca de R$ 12 bilhões movimentados, contando com US$ 1,25 bilhão em exportações. Com investimentos já anunciados em logística e infraestrutura ao redor do Estado, como o início das obras dos Portos Central, em Presidente Kennedy, e da Imetame, em Aracruz, e a repactuação do acordo de concessão da BR 101, a expectativa é que as cifras sejam ainda maiores e que mais empregos sejam gerados de forma direta e indireta, como pontua Rafael Furlanetti, sócio e diretor institucional da XP Investimentos.
“Esse é um setor que eleva o Espírito Santo para o mundo todo. Apesar de um momento de juros elevados e uma inflação que não se comporta muito bem no país, o setor tem grandes perspectivas, já que a força do empreendedorismo capixaba é diverso e maior do que isso”, pondera Furlanetti.
Novos portos e obras na BR 101 fazem setor de rochas projetar crescimento no ES
Ainda segundo o especialista, o Estado tem todas as credenciais para elevar os números de exportações não só no setor de rochas, mas em culturas como as de café, cacau e pimenta, por exemplo.
“Estamos em um momento que, se os processos forem feitos de forma transparente e organizada, podemos vender de forma cada vez mais estruturada para investidores externos, o que eleva os investimentos no Espírito Santo e no país. Isso passa, por exemplo, pelos investimentos logísticos que o Estado tem feito em portos e estradas, o que o torna como protagonista em variadas iniciativas”, frisa Rafael.
A ideia de Rafael é corroborada por José Eduardo de Azevedo, secretário de Desenvolvimento Econômico de Aracruz, onde se concentram parte das atividades do Parque Logístico do Estado (Parklog/BR), importante polo de distribuição de produtos capixabas para o mercado interno e externo.
“Os estudos que temos em mãos apontam expectativas de investimentos logísticos em torno de R$ 5 bilhões somente em Aracruz até 2027. Com a integração do público e do privado para infraestrutura em rodovias, contornos e portos, teremos tudo o que é necessário para um crescimento econômico dinâmico e igualitário não só em Aracruz, mas em todo o Espírito Santo”, diz Azevedo, salientando também a relevância da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) na cidade.
"Com a ZPE e outros investimentos, teremos um condomínio de empresas com incentivos fiscais e desembaraços aduaneiros que vão promover uma qualidade diferenciada para o nosso crescimento"
José Eduardo de Azevedo - Secretário de desenvolvimento econômico de Aracruz
“Um dos investimentos âncora é o Porto de Imetame, que deve ser inaugurado em 2026, reposicionando o Espírito Santo em termos de logística portuária. Além disso, temos a ZPE, um diferencial muito relevante para as empresas exportadoras do nosso Estado”, complementa o secretário.
O Porto de Imetame, que está na fase final de obras, deve ser inaugurado no fim do primeiro semestre de 2025 e vai contar com 17 metros de calado e amplo espaço de manobra, com capacidade para receber navios ainda maiores do que os que transitam nos Portos de Vitória e Vila Velha, o que deve projetar melhores negócios e maior capacidade de escoamento das rochas e demais produções capixabas por vias marítimas.

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