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Alta nos juros

Para frear a inflação, Copom aumenta a Selic e taxa vai a 3,5% ao ano

Depois de passar sete meses em mínima histórica, a taxa básica de juros sofreu o segundo aumento seguido de 0,75 pontos percentuais em tentativa de conter a alta nos preços

Publicado em 05 de Maio de 2021 às 18:51

Natalia Bourguignon

Publicado em 

05 mai 2021 às 18:51
Com a Selic em seu menor patamar histórico, especialistas sugerem a renda variável como opção de investimento
Alta da Selic é a segunda este ano. Estimativas do mercado é de quela continue a subir até o fim do ano Crédito: JComp/Freepik
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou na noite desta quarta-feira (5) um aumento de 0,75 pontos percentuais na taxa básica de juros brasileira, elevando a Selic para 3,5% ao ano. A medida já era esperada pelos principais agentes do mercado e, segundo especialistas, serve como um “remédio amargo” para tentar controlar a inflação no país.
O IPCA, índice oficial que mede a inflação no país, já está em 6,10% no acumulado dos últimos 12 meses, bem acima da meta neste ano, que é de 3,75% — com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A edição mais recente do Boletim Focus aponta que a expectativa é de que o indicador termine este ano a 5,1% e alcance 3,4% em 2022.
Segundo a nota técnica, a Comitê entende que essa decisão é compatível com a convergência da inflação para a meta até 2022. "Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de estabilização de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", diz.
O Banco Central também sinalizou, como fez à ocasião da reunião anterior, que deve haver novo aumento da mesma magnitude no futuro, ou seja, de mais 0,75 pontos percentuais. "O Copom ressalta que essa visão continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação."
O novo relatório do Banco Central marca uma inversão na tendência de manutenção dos juros em patamares mínimos. O aumento de 0,75 pontos feito em março deste ano foi o primeiro desde julho de 2015, quando a Selic estava em 14,25%. Desde então, a taxa tinha caído até atingir os 2%, mínima histórica que permaneceu entre agosto do ano passado e março deste ano.
Desta vez, como esperado, houve novo acréscimo de 0,75%, reforçando a trajetória de alta da Selic. Por conta disso, as estimativas mais recentes do mercado mostram que a taxa de juros terminará 2021 em 5,5%.
Segundo o economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia Eduardo Araújo, durante a pandemia do coronavírus foi observada uma aceleração dos preços de alguns produtos, notadamente os alimentos.
Essa alta, ele explica, foi causada por problemas em algumas cadeias produtivas que reduziram o fornecimento de produtos e pelos preços altos da commodities, como petróleo, soja e minério.
“Isso tudo acaba afetando os preços domésticos. Causa aumento do preço de combustível, gás e alimentação. E acende um alerta no Banco Central, que está sempre preocupado em fazer com que o Brasil consiga, através da política monetária, alcançar o objetivo de meta inflacionária”, esclarece.
Subindo a taxa de juros, o Banco Central espera desestimular o consumo e desacelerar a economia para que os preços comecem a cair ou pelos menos parem de subir. Isso porque, com uma taxa básica mais alta, há um desestímulo ao investimento na economia real. Passa a ser cada vez mais vantajoso manter o dinheiro no mercado financeiro. Paralelamente, os empréstimos ficam mais caros, o que contribui para que as pessoas e empresas reduzam o consumo.
“É um remédio amargo e precisa saber dosar direito, senão pode acabar estrangulando a economia. Por isso não pode fazer de uma vez só um corte grande. As mudanças têm que ser paulatinas, para que o mercado e os cidadãos não sintam tanto os efeitos adversos”, explica o economista e comentarista da CBN Vitória, José Márcio Soares de Barros.
Ele aponta, contudo, que, mesmo com a escalada da taxa de juros nos últimos meses, o resultado dessa política na inflação só deve ser visto no médio e longo prazo. Por isso, o economista acredita que os aumentos devem continuar nas próximas reuniões do Copom, porém, em "doses menores''.
“Como a inflação ainda não deu sinais de arrefecimento, acredito que vão continuar com doses menores nas próximas reuniões. Com aumentos de 0,5 p.p. Ainda assim vão surpreender o mercado, porque a taxa vai subir mais rápido do que demorou a cair”, diz.

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