O novo contrato para duplicação da BR 101 no Espírito Santo, que passou por leilão na quinta-feira (26), confirmando a permanência da Ecovias 101 à frente das obras, traz algumas novidades para os motoristas.
Entre elas, está a isenção do pagamento do pedágio para motociclistas. Usuários que usam sistema de tag — os pagamentos eletrônicos de pedágio — também vão ter desconto de 5% na tarifa.
Veículos considerados usuários frequentes terão direito a desconto progressivo. Segundo o diretor superintendente da Ecovias 101, Roberto Amorim, também está prevista tarifa diferenciada para pista duplicada e simples.
Pedágio da BR 101 no ES terá isenção para motos e descontos com tags
Com o resultado, estão previstos R$ 10 bilhões em investimentos pela empresa com a execução de obras e operação do trecho. A assinatura do termo aditivo está prevista para os próximos meses. A partir disso, segundo a Ecovias 101, o ciclo de investimentos será iniciado em até 30 dias.
Novidades a partir do novo contrato
- Motociclistas passam a ter isenção em todas as praças;
- Demais usuários terão 5% de desconto na tarifa de pedágio para os pagamentos feitos com tag nas pistas automáticas;
- Veículos de passeio contarão, ainda, com uma política de descontos progressivos a cada passagem no mesmo sentido por uma mesma praça de pedágio, o chamado DUF (Desconto de Usuário Frequente);
- Tarifa diferenciada para pista duplicada e pista simples.
O novo contrato também prevê uma fiscalização mais intensa do cumprimento do cronograma. O novo contrato prevê que as tarifas do pedágio só vão subir caso a Eco101 cumpra e entregue, no mínimo, 90% das obras de duplicação previstas no período.
O aumento da tarifa está previsto para seis meses depois que a assinatura do novo contrato for feita, o que é esperado para os próximos meses. O reajuste tarifário previsto no contrato com a ANTT será de 28,53% em seis meses, 25% em 18 meses e 35% em 30 meses. Segundo a ANTT, o degrau tarifário vai ajudar a custear as obras previstas para o início da nova concessão.
O que está previsto para os três primeiros anos
- R$ 1,82 bilhão em investimentos;
- Conclusão de 84 km de duplicações;
- 9,45 km de marginais;
- 19 novos retornos;
- 6 km ciclovia;
- 4 passarelas;
- 2 Pontos de Parada e Descanso (PPD) para caminhoneiro;
- Início das obras dos contornos de Ibiraçu e Fundão.
Principais investimentos
- 172,8 km de duplicações, inclusive em segmentos do trecho norte;
- 41,1 km de faixas adicionais – entre Mucuri (BA) e Linhares (ES);
- 33,6 km de vias marginais;
- Contornos urbanos de Ibiraçu (4,2 km) e Fundão (11,4 km);
- 14 novos trevos em desnível;
- 39 retornos em nível;
- 40 passarelas para pedestres;
- 75 novos pontos de ônibus;
- 2 Pontos de Parada e Descanso (PPD) para caminhoneiros;
- 34 passagens de fauna, entre outras obras.
A implantação de faixas adicionais é uma solução imediata para os trechos onde ainda não há licenciamento ambiental para duplicação. “São segmentos onde esse tipo de obra atende plenamente a demanda atual da rodovia”, diz Amorim.
“Com isso, haverá melhorias de fluidez e segurança viária logo nos primeiros anos dessa nova fase, mas a duplicação não está descartada. Gostaria de deixar claro para os capixabas que a duplicação ao norte de João Neiva e o contorno urbano de Linhares não estão descartados. São investimentos que o contrato ainda prevê em caso de aumento de demanda e viabilidade de licenciamento ambiental”, esclarece Amorim.