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Operação Creeper

PF faz operação no ES contra ação de hacker para roubar contas bancárias

A ação contou com a participação de 40 policiais federais que cumpriram oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari e também no Estado de São Paulo

Publicado em 03 de Fevereiro de 2021 às 08:34

José Carlos Schaeffer

Publicado em 

03 fev 2021 às 08:34
Dinheiro apreendido na Operação Creeper
Dinheiro apreendido na Operação Creeper Crédito: Polícia Federal/Divulgação
Polícia Federal no Espírito Santo deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira (3) para combater crimes de fraudes em contas bancárias  cometidas por um hacker. Batizada de Operação Creeper – uma referência ao primeiro vírus de computadores –, a ação contou com a participação de 40 policiais federais que cumpriram oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Cachoeiro de ItapemirimGuarapari e também no município de São Paulo (SP).
O autor intelectual dos golpes é um programador de cerca de 32 anos de idade, morador de Cachoeiro de Itapemirim. Ele é responsável por desenvolver um malware (vírus) utilizado para ataques de pishing – em que uma mensagem chamativa e convincente é utilizada para convencer a vítima a clicar em um link, e até fornecer algumas informações pessoais. Esse vírus também permitia ao programador acessar remotamente, ou, em outras palavras, espionar o celular ou computador da vítima, e, a partir dali, obter acesso às contas bancárias acessadas por internet banking.
De posse das informações, ele passava um relatório para terceiros, que retiravam o dinheiro das contas que julgassem mais interessantes. Esse dinheiro era transferido para outras contas e usado, inclusive, para comprar bitcoins no exterior. A maior parte dos recursos voltava então ao autor do golpe, por meio de lavagem de dinheiro. 
O programador é considerado um dos maiores hackers do país, e é suspeito também de vender o malware para outras organizações criminosas, com menos expertise em tecnologia.
Na manhã desta quarta-feira, a PF apreendeu quantias que podem variar entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, segundo estimativa. Porém, até então, o prejuízo total causado ao longo dos anos é imensurável.
A investigação teve início no ano passado, e os primeiros indícios de fraude datam de 2015, quando contas de clientes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil tiveram dinheiro subtraído por meio do golpe.  Após a investigação, a PF identificou que o grupo também aplicava as fraudes em outros bancos.
O hacker foi preso em flagrante nesta manhã, durante a operação. A prisão, entretanto, não ocorreu em função dos golpes, e sim de anabolizantes importados ilegalmente, que foram encontrados em sua residência.
Outras quatro pessoas estão sendo investigadas por envolvimento na fraude: três no Espírito Santo, e uma na capital paulista.  Os investigados vão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto, furto qualificado (mediante fraude), associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Atualização

03/02/2021 - 11:46
A versão inicial desta reportagem trazia a informação de que as fraudes se davam em contas na Caixa Econômica Federal. No entanto, após coletiva de imprensa, a Polícia Federal explicou que a fraude foi identificada a partir de contas na Caixa, mas também ocorreu em contas de outros bancos. O texto e o título foram atualizados.

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