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Risco Zero

PF faz operação contra esquema de fraudes previdenciárias no ES

Investigação foi iniciada em 2022, quando o INSS encaminhou uma notícia crime de uso de formulários falsos de Perfil Profissiográfico Previdenciário por um solicitante de aposentadoria especial

Publicado em 31 de Julho de 2025 às 10:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 jul 2025 às 10:07
Um esquema criminoso de fraudes para obtenção de aposentadorias especiais, com base em documentos falsos de comprovação de risco, foi desarticulado na manhã desta quinta-feira (31) por uma operação da Polícia Federal (PF) no Espírito Santo.
De acordo com a PF, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal na residência de um técnico do trabalho suspeito da prática do crime. Além disso, os demais investigados podem responder pela prática dos crimes de falsificação de documentos, uso de documentos falsos e estelionato previdenciário.
Batizada de Risco Zero, a operação foi baseada em uma investigação iniciada em 2022, quando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encaminhou uma notícia crime de uso de formulários falsos de Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPPs), por um solicitante de aposentadoria especial.
Segundo a Polícia Federal, com base nessa informação, a Força Tarefa Previdenciária, integrada pela PF e pelo Ministério da Previdência Social, identificou, em uma das amostragens, 57 processos de concessão de benefícios suspeitos, onde foram utilizados aproximadamente 200 formulários de PPPs com indícios de falsidade.
“Os formulários foram assinados por dois técnicos do trabalho e todos os processos foram representados, administrativa ou judicialmente, por um mesmo escritório de advocacia”, divulga a PF.
O levantamento inicial, segundo a polícia, mostra que, com base somente nos processos já identificados, o prejuízo supera R$ 500 mil, valor que pode ser apenas uma fração do real prejuízo, já que o valor total das fraudes só deve ser estipulado após uma auditoria nos processos que tenham os investigados autuados com procuradores ou técnicos.

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