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Contrabando

PF mira esquema de propina para liberar carga em porto com alvos no RJ e ES

45 mandados de busca e apreensão são cumpridos em cidades fluminenses e também em Vitória (ES)

Publicado em 28 de Abril de 2026 às 10:11

Publicado em 

28 abr 2026 às 10:11

A Polícia Federal saiu às ruas nesta terça-feira (28/4) para desarticular o que as investigações apontam como um esquema de facilitação de crimes alfandegários no Porto do Rio de Janeiro. A Operação Mare Liberum apura como um grupo estruturado teria, supostamente, transformado a liberação de mercadorias em um balcão de irregularidades com prejuízo estimado de meio bilhão de reais. 


São cumpridos 45 mandados de busca e apreensão na capital fluminense, Niterói, Nilópolis e Nova Friburgo (RJ) e também em Vitória (ES) contra importadores, despachantes e servidores públicos. Entre os endereços alvo estão as alfândegas do Porto do Rio, do Galeão, além da Superintendência da Receita Federal (RJ).


O foco central da investigação é a manipulação de dados de importação. Segundo a PF, a suposta fraude operava em uma dinâmica de "camaleão":


  • O que era declarado: Um tipo de mercadoria ou valor para o fisco.


  • O que chegava de fato: Produtos diferentes ou com volume distinto, gerando a suposta supressão de tributos.


Essa divergência permitia que cargas entrassem no país driblando a fiscalização, configurando, em tese, os crimes de contrabando e descaminho, mediante oferecimento de vantagem econômica. O inquérito começou após as autoridades receberem denúncias de que havia um esquema entre servidores da Alfândega e empresários.

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra esquema envolvendo servidores da Alfândega no Porto do Rio
Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra esquema envolvendo servidores da Alfândega no Porto do Rio Polícia Federal/Divulgação

Impacto na estrutura portuária

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro de R$ 102 milhões em bens, além dfo fastamento dos profissionais suspeitos de suas funções:


  • No Fisco: 17 auditores e 8 analistas tributários foram retirados de seus postos preventivamente.


  • Na Intermediação: 9 despachantes foram proibidos de exercerem as atividades nas áreas portuárias.


A investigação é conduzida também pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal, com apoio da Corregedoria da Receita Federal.

[Outro lado

O que diz a PortosRio

“A Autoridade Portuária do Rio de Janeiro (PortosRio) informa que a operação realizada nesta data pela Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, ocorre em áreas sob responsabilidade de órgãos federais instalados no Porto do Rio de Janeiro.


A Companhia esclarece que não é alvo da investigação e não possui qualquer relação com os fatos apurados, os quais dizem respeito exclusivamente a procedimentos conduzidos no âmbito da fiscalização aduaneira.


A Guarda Portuária da PortosRio acompanha a ação, prestando apoio no ordenamento e na segurança da área portuária, conforme suas atribuições institucionais.


A PortosRio reforça que colabora com as autoridades competentes e permanece à disposição para contribuir com o que for necessário.


A operação portuária segue normalmente, sem impactos nas atividades do Porto do Rio de Janeiro.”

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