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Início de 2024

PIB do ES cresce 3,7% com alta na indústria e queda no comércio

Dados do Instituto Jones dos Santos Neves apontam alta no primeiro trimestre do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado

Publicado em 05 de Junho de 2024 às 20:22

Leticia Orlandi

Publicado em 

05 jun 2024 às 20:22
Tese de que para o Brasil crescer bastaria concentrar esforços em serviços, e esquecer a indústria, não se sustenta
Indústria teve alta de 5,5% no primeiro trimestre no Estado Crédito: Fanjianhua/ Freepik
Nos três primeiros meses de 2024, o Espírito Santo registrou alta de 3,7% no Produto Interno Bruto (PIB), na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela alta de 5,5% da indústria e dos serviços (2,9%), que já tinha fechado o ano de 2023 com alta de 11%. Mas o Estado também apresentou resultado negativo de 4% no comércio varejista ampliado de janeiro a março.
O resultado do Espírito Santo é superior ao do Brasil, que acumulou crescimento de 2,5%. Ao analisar os dados em relação ao trimestre imediatamente anterior, ou seja, outubro a dezembro de 2023, o Espírito Santo teve redução de 0,3% no PIB (considerada estabilidade), enquanto o país teve alta de 0,8%.
Considerando os últimos quatro trimestres, o Estado teve alta de 6,2% enquanto o país acumulou crescimento de 2,5%.  Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). O PIB capixaba nominal está em R$ 234,6 bilhões, considerando os últimos quatro trimestres.
"Os dados demonstram que o Espírito Santo inicia o ano de 2024 mantendo crescimento acima da média nacional. O resultado é produto do bom desempenho da indústria extrativa e também da indústria de transformação, além do crescimento dos serviços. E dos 10 principais produtos agrícolas, seis estão com expectativa positiva para 2024", detalha o diretor-presidente do IJSN, Pablo Lira.
Detalhando o desempenho dos setores da economia, o diretor de Integração do IJSN, Antonio Rocha, explica que a queda de 4% no comércio foi determinada por redução de 0,3% no varejo restrito e pela forte contração de 30,4% nas vendas de materiais de construção. Para Rocha, esse resultado foi influenciado pela queda no consumo das famílias, impactada pela inflação. 
Por outro lado, a indústria e o setor de serviços tiveram destaque. Dados apresentados pelo IJSN apontam que o desempenho de 5,5% da Indústria geral deve ser atribuído ao aumento na produção da indústria extrativa (7,6%), que refletiu os crescimentos na extração de petróleo (15,8%), gás natural (26,3%) e na pelotização de minério de ferro pela Vale (3,9%) e Samarco (12,0%) e pela expansão de 1,5% na Indústria de Transformação.
Já o avanço de 2,9% no setor de Serviço foi impulsionado pelos segmentos de Serviços profissionais, administrativos e complementares (9,5%) e Serviços de informação e comunicação (7,9%).
“A expansão da economia estadual, no acumulado do ano, foi influenciada, principalmente, pelo avanço na indústria geral. Porém, o setor de Serviços também contribuiu para o acréscimo, principalmente nos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares e serviço de informação e comunicação”, destacou Rocha.

Agricultura e comércio exterior

Dados apresentados pelo IJSN apontam ainda uma perspectiva de aumento da produção agrícola das principais culturas do Espírito Santo, principalmente os cafés conilon e arábica. A perspectiva para a safra de 2024 é de aumento de 10,2% na produção do conilon e 34,2% do arábica. 
Já a produção de mamão deve ter aumento de 12,7%, seguido por banana (0,3%), cana-de-açúcar (7,1%) e coco (2,5%). Em compensação, a produção de pimenta-do-reino (-0,2%) e de cacau (-0,3%) devem ficar estáveis, enquanto tomate e mandioca devem recuar -3,2% e - 3,3%, nessa ordem.
Outro destaque do Espírito Santo aparece nos resultados do comércio exterior. Segundo o IJSN, a corrente do comércio teve alta de 35,28%, acumulando movimentação de US$ 5,5 bilhões (R$ 29,1 bilhões na cotação atual). O resultado é proveniente da alta de 30,91% das exportações (US$ 2,6 bilhões) e crescimento de 39,33% nas importações, somando US$ 3 bilhões.  

Expectativa para o ano de 2024

Para os próximos meses, a perspectiva do IJSN é que o Estado continue em crescimento e mantendo a economia acima da média nacional, principalmente com a safra de café, e atividade da indústria extrativa, como Samarco, e também produção de petróleo, bem como o mercado de trabalho aquecido. 
Pablo Lira destaca ainda que o levantamento dos três primeiros meses do ano ainda não considerou as chuvas de Mimoso do Sul e nem o desastre no Rio Grande do Sul, situações que podem acabar impactando os números da economia nos próximos meses. 

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