Encher o tanque de gasolina está se tornando uma missão cada vez mais difícil e dolorosa no bolso. Na última terça-feira (9), a Petrobras aplicou um reajuste de 9,2% ao preço do produto nas refinarias. Esse foi o sexto aumento em 2021, e, em boa parte dos casos, já está sendo sentido nas bombas.
Em média, o litro do combustível está sendo vendido a R$ 5,65 no Espírito Santo, segundo aponta o monitor da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). Uma pesquisa realizada por A Gazeta, porém, identificou que o litro do combustível já era comercializado por até R$ 6 em postos da Grande Vitória na tarde desta quinta-feira (11).
Já em outras cidades do interior do Estado, o valor chega a R$ 6,09, de acordo com a forma de pagamento.
A reportagem pesquisou o preço da gasolina em 24 postos de combustíveis do Estado (confira a lista abaixo). O litro mais barato foi encontrado em um posto localizado no Centro de Vila Velha, onde o combustível está sendo comercializado a R$ 5,39 à vista. No crédito, passava a R$ 5,67.
Já o valor mais elevado foi encontrado em um estabelecimento de Colatina, na região Norte, onde o litro do combustível é vendido a R$ 6,09 caso o consumidor opte por pagar com cartão de crédito. No débito ou no dinheiro, o litro sai a R$ 5,89.
Se considerarmos o preço médio da gasolina de R$ 5,65, como aponta o monitor da Sefaz, com R$ 100 é possível comprar 17,69 litros de gasolina.
Considerando esse mesmo preço médio, o consumidor que tem um carro cujo tanque comporta 50 litros de combustível gastaria R$ 282,50 para completar com gasolina. Já levando em conta o preço mais alto encontrado, de R$ 6,09, o custo para encher esse tanque seria de R$ 304,50.
QUAL O MOTIVO DA GASOLINA ESTAR TÃO CARA?
As recentes altas estão ligadas à valorização do barril de petróleo - matéria-prima para a fabricação do combustível -, que tem se mantido constante nas últimas semanas no mercado internacional.
Nesta quinta-feira (11), o barril, que em alguns meses de 2020 chegou a custar pouco mais US$ 20, já era comercializado a mais de US$ 69.
O resultado é um reflexo do aumento da demanda por energia no mundo. Somado a isso, há também a supervalorização do dólar, refletindo não apenas o cenário global, mas também a desvalorização do real, em meio à elevação do risco-país. Nesta quinta, a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,54, mas chegou a encostar em R$ 5,87 no início desta semana.
Desde 2017, a política de preços da Petrobras passou a considerar justamente as flutuações do câmbio e do barril de petróleo, o que tem provocado os reajustes constantes no preço médio dos combustíveis.
Segundo a Petrobras, o alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da própria petroleira.