Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Análise

"Queda da Bolsa pode ser atribuída 100% ao presidente", diz especialista

Papéis da Petrobras tiveram redução de quase 20% na Bolsa de Valores brasileira. Cenário interferiu também no preço das ações de outras estatais

Publicado em 22 de Fevereiro de 2021 às 16:03

Diná Sanchotene

Publicado em 

22 fev 2021 às 16:03
Neyla Tardin, Pedro Lang e Renan Lima
Neyla Tardin, Pedro Lang e Renan Lima falam sobre o cenário do mercado de capitais após medidas do governo Bolsonaro Crédito: Divulgação
O Ibovespa registrava no início da manhã redução de 5,27%. Esta foi a forma de o mercado financeiro reagir às declarações e a interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no comando da estatal. A queda da cotação das ações da Petrobras também interferiu nos papéis de outras estatais, como Eletrobras e Banco do Brasil.
Veja o que pensam os especialistas:

Renan Lima, planejador financeiro CFP® da Meu Patrimônio

Renan Lima é planejador financeiro e sócio da Alphamar Investimentos
Renan Lima, planejador financeiro CFP® e sócio da Meu Patrimônio Crédito: Divulgação

Incerteza política

“A desvalorização das ações da Petrobras ocorre em virtude da incerteza política gerada pela ingerência na estatal. A nomeação de um novo presidente, destituindo o atual, indicado pelo ministro da Economia Paulo Guedes, e que está seguindo as melhores práticas de governança e gestão da empresa, provoca medo nos investidores de a empresa ser utilizada para fins políticos, como o controle de preço dos combustíveis. Se isso acontece na joia da coroa, que é a Petrobras, é um risco também nas outras empresas estatais.”

Renan Lima

Pedro Lang, economista e head de renda variável da Valor Investimentos

Pedro Lang, sócio da Valor Investimentos, analisa o cenário de recuperação da Bolsa
Pedro Lang, sócio da Valor Investimentos Crédito: Valor Investimentos/Divulgação

Mensagem de que investir no Brasil é arriscado

“A queda da Petrobras acaba por contaminar outras empresas porque levanta uma bandeira de que investir no Brasil é arriscado. A percepção do investidor financeiro é prejudicada em eventos como este, onde o presidente troca o comando, coloca um general à frente da estatal e ainda diz que não fará repasse de preços. Os investidores mais reticentes acabam se desfazendo de outras ações com medo do que pode ser afetado.

Hoje o dia já seria mesmo mais volátil, por conta do vencimento de alguns contratos de opções, mas essa queda brusca das ações da Petrobras, e da Bolsa, pode ser atribuída 100% na conta do presidente, incluindo a troca de comando e as declarações dadas por ele.”

Pedro Lang

Neyla Tardin, professora da Fucape e doutora em contabilidade e finanças

Neyla Tardin, professora da Fucape
Neyla Tardin Crédito: Acervo pessoal

Efeito manada

"Quando o governo começa a intervir em política de preço de uma empresa de capital aberto, todas as promessas feitas por ele acabam gerando uma crise de credibilidade.

O presidente não pode determinar a cotação do petróleo porque isso é feito internacionalmente. A forma de reduzir o preço dos combustíveis é abrandar imposto, como em outros governos houve a redução da Cide. Alguém vai pagar essa conta e, hoje, quem está pagando é o mercado financeiro. Tentar abrandar o valor faz com que a rentabilidade caia e começa o efeito manada que estamos vendo no mercado: todo mundo correndo para vender porque acha que o lucro vai cair.

A sazonalidade ocorre porque existe uma pressão do mercado pelas privatizações defendidas pela equipe econômica de Paulo Guedes. No entanto, quando o governo começa a intervir na estatal, esse discurso é enfraquecido. A privatização nada mais é do que deixar o mercado se autorregular, ou seja, afastar o controle do Estado e colocar nas mãos da iniciativa privada.

As ações da Petrobras devem se recuperar a longo prazo, como aconteceu anos atrás com a Vale, que caiu vertiginosamente após a tragédia de Brumadinho e depois cresceu. Em algum momento vai voltar a subir, até pela natureza da estatal.”

Neyla Tardin

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Editais e Avisos - 23/04/2026
Balanços - Hospital São José - 23/04/2026
Cartórios - 23/04/2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados