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Resíduos de café

Startup francesa quer expandir a produção de biocarvão no ES

Após inaugurar fábrica em Brejetuba, na Região Serrana, NetZero tem planos de ampliar produção de biochar em regiões de plantação de café conilon, no Norte do Estado

Publicado em 27 de Novembro de 2024 às 12:59

Leticia Orlandi

Publicado em 

27 nov 2024 às 12:59
Biochar, produto feito a partir de casca de café em Brejetuba no ES
Biochar feito a partir de casca de café em Brejetuba, na Região Serrana do Estado Crédito: Divulgação/NetZero
A startup francesa NetZero inaugurou este ano a sua primeira fábrica de biochar no Espírito Santo. Também conhecido como biocarvão, o produto é feito a partir de resíduos do café e funciona para reter água e nutrientes no solo, aumentando a produtividade das plantações e reduzindo a necessidade de fertilizantes. Em expansão no país, onde tem duas fábricas – a outra fica em Lajinha (MG) –, a empresa já avalia novas áreas de atuação, inclusive para regiões de plantação de café conilon no Estado.
Em conversa com a reportagem de A Gazeta durante a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte (MG), o cofundador e diretor geral da NetZero, Olivier Reinaud, afirmou que a empresa vai ampliar projetos no Espírito Santo, entre 2025 e 2026.
“O Espírito Santo tem um potencial interessante, ainda mais nas regiões de conilon, no Norte do Estado. Os produtores de conilon fazem irrigação e isso tem um custo. Como o biochar mantém a umidade no solo, você não precisa de tanta água para irrigação. Então, isso é também outro benefício”, detalha Reinaud.
Renaud destaca que o conilon – variedade de café mais produtiva que o arábica – gera mais resíduos, tornando a região ideal para a produção de biochar, que é feito a partir da casca do café.
Além disso, está comprovado que o biochar tem um alto impacto positivo em solos tropicais. Os resultados em campo dos testes conduzidos pela NetZero em parceria com várias universidades brasileiras mostram um grande aumento de produtividade com a aplicação de biochar, superior a 20%, trazendo oportunidade de aumento de renda para os agricultores.
A sede da empresa é na França, onde surgiu a ideia para desenvolvimento da tecnologia. As fábricas estão localizadas em Camarões, na África, e no Brasil, onde ficam em Brejetuba, na Região Serrana do Espírito Santo, e em Lajinha, Minas Gerais.
Olivier Reinaud é diretor-geral da NetZero
Olivier Reinaud diz que o Norte do Estado tem grande potencial para a produção de biochar Crédito: Divulgação/NetZero

O que é o biochar?

Olivier Reinaud explica como funciona a cadeia de economia do biochar, um condicionador de solo feito a partir de resíduos agrícolas, principalmente do café. A empresa trabalha com um modelo circular, buscando parceiros próximos as suas fábricas, em um raio de até 30 km. A maioria dos parceiros são pequenos produtores de café, com menos de 20 hectares, que fornecem a biomassa para a produção do biochar.
A NetZero produz o biochar e o vende para os próprios fornecedores, que o utilizam para melhorar a produtividade e a resiliência de suas plantações. A empresa também vende o composto para outros clientes, incluindo grandes empresas, como a Nespresso, que se interessam pelos benefícios agronômicos e climáticos do produto.
O biochar ajuda a reter água e nutrientes no solo, aumentando a produtividade das plantações e reduzindo a necessidade de fertilizantes. Também contribui para a captura de carbono, ajudando a mitigar as mudanças climáticas.
Segundo a NetZero, o modelo circular beneficia todos os envolvidos: os produtores de café, que recebem um produto que aumenta a produtividade de suas plantações; a empresa, que garante o fornecimento de matéria-prima e a venda do biochar; e o meio ambiente, que se beneficia da redução do uso de fertilizantes e da captura de carbono.

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