O que são terras raras?
As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos: lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, lutécio, escândio e ítrio (Y), de acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Usos em projetos
- Cério é fundamental na parte óptica. Possui uma reação muito forte com a luz, sendo utilizado na fabricação de células fotovoltaicas. Além disso, é amplamente empregado em sistemas catalíticos para reduzir o CO2, alinhando-se às atuais buscas por sustentabilidade.
- Samário também é usado na parte óptica.
- Suportes (scaffolds) para crescimento ósseo: Trata-se de um material que lembra um coral, poroso, que é colocado em áreas onde o osso precisa regenerar (por exemplo, na arcada dentária). Ele serve de estrutura para o osso crescer e é absorvido e eliminado pelo corpo posteriormente. Esse projeto, financiado pelo governo do Estado e já aplicável, está quase em fase comercial e tem utilidade para a população, inclusive para implantes dentários onde não há massa óssea suficiente.
- Portas lógicas para computadores quânticos: Pesquisadores do Espírito Santo estão trabalhando no desenvolvimento desses componentes essenciais para a computação quântica, utilizando terras raras locais.
- Recuperação de materiais estratégicos de rejeito: Foca na reciclagem de elementos de terras raras presentes em baterias de lítio, o que é crucial para uma indústria de reciclagem que gera muito emprego e aplicabilidade.
- Catalisadores para redução de CO2: Combinados com metais abundantes como ferro e titânio, esses catalisadores estão bem adiantados e há empresas interessadas em seu desenvolvimento e comercialização.
- Ímãs de alta magnetização: Embora o Estado tenha menos Praseodímio (Pr) – um elemento usado por outros grupos de pesquisa, como a USP –, há estudos para o desenvolvimento desses ímãs, que aumentam a eficiência de motores elétricos (usados em bicicletas e motos elétricas).