Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Emprego na área de tecnologia
Setor de tecnologia também emprega muitos profissionais nas micro e pequenas empresas Pixabay
Postos de trabalho

As profissões com maior número de vagas nas micro e pequenas empresas

Comércio e serviço são os setores onde estão concentrados os maiores volumes de contratações no Espírito Santo

Diná Sanchotene

Repórter

dsanchotene@redegazeta.com.br

Publicado em 01 de Maio de 2022 às 08:28

Publicado em

01 mai 2022 às 08:28
Emprego na área de tecnologia
Setor de tecnologia também emprega muitos profissionais nas micro e pequenas empresas Crédito: Pixabay
As micro e pequenas empresas são responsáveis pela maioria dos empregos gerados em todo o país há vários anos e no Espírito Santo a situação não é diferente. No Estado, o percentual chega a 50,5% dos postos criados, segundo dados de janeiro e fevereiro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), fornecido pelo Sebrae.
Este tipo de negócio costuma ter em seus quadros profissionais diversos níveis de escolaridade. Entre as funções com o maior número de vagas estão: vendedor, balconista, administrador, contador, caixa, recepcionista, mecânico, eletricista, manicure, cabeleireiro, além de trabalhadores da área de tecnologia. A lista acompanha as funções ocupadas em outros tipos de negócios, conforme especialistas. 
Comércio e serviço são os setores que concentram o maior volume de contratações, seguido pelas atividades industriais e agricultura.
As startups, logo quando são criadas, também podem ser consideradas micro e pequenas empresas. Com os aportes financeiros que recebem e à medida que vão crescendo, elas mudam de patamar.
Membro do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), o administrador Luiz Carlos de Araújo lembra que três a cada quatro novos empregos são gerados pelas micro e pequenas empresas.
"São profissões que oferecem vagas nos estabelecimentos comerciais ou que prestam serviços nos bairros. Quando um funcionário sai, é necessário preencher rapidamente esta vaga para não prejudicar o atendimento"
Luiz Carlos de Araújo - Conselheiro do CRA-ES
O superintendente do Sebrae-ES, Pedro Rigo, salienta que os pequenos negócios podem ter até 100 empregados, dependendo da atividade, e vem ocupando posição de destaque na geração de empregos desde 2008, quando houve uma grande crise financeira.  É classificada como pequena empresa aquela que tem faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
"O mercado mudou e a microeconomia criou mais robustez. Esses negócios têm a capacidade de absorver mão de obra qualificada, com algumas particularidades, como uma boa oportunidade para os jovens que estão em início de carreira e também para aqueles profissionais que já passaram dos 50 anos e ficaram desempregados"
Pedro Rigo - Superintendente do Sebrae-ES
O superintendente lembra que os processos de admissão de grandes empresas são mais robustos e exigentes. Em contrapartida, nas pequenas, os donos estão à frente e conseguem fazer uma seleção com maior sensibilidade, que vai muito além do currículo. “O comportamento do profissional, nestes casos, passa a ser uma peça importante em todo o processo”, complementa.
A psicóloga e diretora da Psico Store, Martha Zouain, lembra que com a pandemia houve uma explosão do empreendedorismo. Muitos brasileiros, em virtude do desemprego e da indisponibilidade de vagas no mercado, arriscaram abrir o próprio negócio, o que gerou um incremento nas contratações no setor de serviços e comércio.
“Além disso, a área de tecnologia passou a ser a maior aliada para as empresas que precisaram se reinventar para manterem-se competitivas, e a geração de oportunidades na área também cresceu de maneira exponencial em todos os níveis”, complementa.
Luiz Carlos de Araújo, do CRA-ES, acrescenta que durante a pandemia, muitas empresas tiveram que migrar para o digital. Isso aconteceu com sete a cada dez organizações, abrindo ainda mais o leque de oportunidades.
“As micro e pequenas empresas têm uma posição de destaque na área de tecnologia da informação, digitalização, marketing digital e outros tipos de serviço”, comenta.
Para a supervisora do Núcleo de Estágios e Emprego da Faesa, Marciane Jahring, hoje as micro e pequenas empresas estão atentas às novas tendências de mercado e estão inovando cada vez mais. O empresário, segundo ela, busca alternativas que possam deixar o seu negócio mais próximo ao cliente e, com isso, diversas vagas surgem para atender a essa demanda cada vez mais crescente.
"Nos últimos dois anos, tivemos um salto nas vagas voltadas para a tecnologia, que é uma área que vem gerando emprego e muitas oportunidades de estágio até para quem ainda está estudando. Quem está em busca de emprego deve ficar atento aos setores que abrem cada vez mais postos de trabalho"
Marciane Jahring - Supervisora do Núcleo de Estágios e Emprego da Faesa
Ela salienta ainda que, apesar da grande oferta, essas áreas exigem especialização por parte de quem busca uma colocação no mercado de trabalho. Marciane ressalta que atualmente existem inúmeras formas de se especializar, até mesmo com cursos a distância.
Entre janeiro e fevereiro deste ano, as micro e pequenas empresas (MPEs) capixabas empregaram mais do que demitiram, gerando um saldo positivo de 5.405 empregos. O salto total, envolvendo ainda as médias e grandes empresas e também a Administração Pública, chegou a  4.282 empregos gerados. Os dados foram informados pelo Sebrae e fazem parte do Caged.
O setor de serviço foi o que mais empregaram entre os pequenos negócios. Se observado o período de janeiro a fevereiro de 2022,  ele gerou um saldo positivo de 4.394. 
"As micro e pequenas empresas capixabas têm se destacado pela forma como estão lidando com a pandemia. Mesmo em momentos de crise mais severa elas mantiveram a geração de empregos e posicionaram o Espírito Santo como o Estado que proporcionalmente mais gerou postos de trabalho no Sudeste. Isso demonstra a força das MPEs para a economia capixaba"
Pedro Rigo - Superintendente do Sebrae-ES
COMO CONSEGUIR UMA VAGA
Há inúmeras oportunidades disponíveis nas micro e pequenas empresas. Por isso, o profissional precisa utilizar as melhores estratégias para ir em busca dessas posições. O primeiro passo, conforme orientação de Luiz Carlos de Araújo, do CRA, é ter um currículo bem elaborado, além de empatia e boa comunicação. Ele alerta que muitas contratações são feitas por meio de indicação e diretamente pelo proprietário do negócio.
“O candidato precisa conhecer a empresa antes, pois, assim, ele vai compreender a dinâmica, como é a operacionalidade dela e levar o seu melhor para entrevista. Vestir-se adequadamente, saber se comunicar e apresentar seu conhecimento. Outra orientação importante é não ficar reclamando da empresa anterior”, comenta.
Na opinião da psicóloga, CEO da Selecta e especialista em gestão de carreira e liderança, Vânia Goulart, micro e pequenas empresas contratam pessoas com perfis versáteis e flexíveis. Para ter destaque neste ambiente de trabalho, a pessoa precisa estar mais disponível para fazer várias coisas ao mesmo tempo. Segundo ela, não há espaço para discursos como: "essa não é minha função", pois não vai haver esse tipo de restrição.
“O profissional precisa ter uma especialização, mas ao mesmo tempo ser genérico e conseguir migrar um pouquinho para cada área. Esses trabalhadores se adaptam melhor a esse perfil de empresa. A formação é muito importante, mas a versatilidade e a disponibilidade são ainda mais valorizadas. A facilidade de relacionamento também é fundamental. Os colaboradores vão se relacionar com a empresa como um todo, pois muitas vezes não existe muita hierarquia. Por estas razões, o profissional precisa ter mais flexibilidade e facilidade para lidar com todos, superiores, pares e subordinados”, afirma.
Na opinião de Marciane Jahring, da Faesa, por menor que seja o negócio, é importante que o colaborador entenda a importância da contribuição para o crescimento da empresa e entenda que é necessário ser flexível e estar disposto a aprender e a ensinar.
As vagas que mais abrem nas micro e pequenas empresas:
  • Administrador
  • Advogado
  • Ajudante de obra
  • Atendente de comércio
  • Atendente de telemarketing (vendas)
  • Atendimento
  • Auxiliar administrativo
  • Auxiliar negócios digitais (onda do momento nas pequenas empresas)
  • Balconista de farmácia
  • Balconista de padaria
  • Cabeleireiro
  • Caixa
  • Contador
  • Cozinheiro geral
  • Desenvolvedor de T.I e Editor de mídias (muitas vagas abertas)
  • Eletricista
  • Financeiro
  • Manicure
  • Marketing
  • Mecânico
  • Motoboy
  • Pedreiro
  • Profissionais de TI (em todos os cargos)
  • Recepcionista
  • Repositor
  • Vendedor
Perfil desejado pelas micro e pequenas empresas
  • Preparado  para apresentar soluções inovadoras de acordo com o momento 
  • Flexibilidade em relação a horário e modalidade de trabalho 
  • Ter a mente aberta; saber conviver com as diferenças de terceiros 
  • Ser excelente na sua função (isso inclui, no caso de TI, diversos tipos de programação), mas buscar conhecimentos relacionados a outras áreas de conhecimento 
  • Se manter atualizado e curioso 
  • Saber fazer parcerias estratégicas dentro da equipe 
  • Estar pronto para aprender e ensinar

A Gazeta integra o

Saiba mais
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados