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Ambiente de negócios

Vitória sobe em ranking e é 5ª cidade mais competitiva do país

Estudo analisou performance de 411 municípios em áreas como economia, saúde, educação e funcionamento da máquina pública. Outras 9 cidades capixabas estão listadas. Destas, outras cinco avançaram em ranking

Publicado em 22 de Novembro de 2021 às 07:02

Caroline Freitas

Publicado em 

22 nov 2021 às 07:02
Impulsionada pelo bom ambiente de negócios e econômico, Vitória é apontada como a 5ª cidade mais competitiva do país, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios 2021. A Capital Capixaba avançou uma posição em relação ao ano passado, quando ocupava a 6ª colocação.
Entre as capitais, ocupa a terceira posição geral, atrás somente de Florianópolis (SC) e São Paulo (SP). A pesquisa, que está em sua segunda edição, é elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP), mesma instituição responsável pelo Ranking de Competitividade dos Estados, onde o Espírito Santo ocupa a 5ª colocação.
Amanhecer em na Capital: Orla de Camburi e Baía de Vitória
Amanhecer na Capital: Orla de Camburi e Baía de Vitória Crédito: Luciney Araújo
Ao todo, foram analisados 411 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes. A performance das cidades foi avaliada a partir de uma série de indicadores, concentrados em alguns pilares principais.
Os critérios analisados são instituições (sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública); sociedade (acesso à saúde, qualidade da saúde, acesso à educação, qualidade da educação, segurança, e saneamento e meio ambiente); e economia (inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações). 
De acordo com o estudo, Vitória é dona da primeira colocação no pilar de ‘Capital Humano’, tendo subido oito posições em relação à última edição da pesquisa. Mas a cidade também se destaca em outras áreas, apresentando ótimo desempenho em inovação e dinamismo econômico (subiu 1 posição e agora ocupa a 9ª colocação) e ‘Acesso à Saúde’ (10º).
O coordenador de Competitividade do CLP, Lucas Cepeda, observa que é um resultado a ser comemorado, uma vez que “quanto mais perto do topo, mais difícil é continuar avançando”. Contudo, pondera que a Capital ainda precisa avançar em outras áreas.
O município piorou em inserção econômica (perdeu 13 posições e agora ocupa a 19ª colocação), por exemplo, e, agravando o desempenho já fraco em 2020 neste quesito, aprofundou a necessidade de melhoria na área de telecomunicações para aumentar a sua competitividade econômica. Neste campo, perdeu 45 posições e agora ocupa o 174º lugar.
"Há algum tempo o Espírito Santo tem estado entre os primeiros colocados no ranking dos Estados. E, tirando Vitória, os outros municípios não tem tanto destaque no ranking, mas dos dez, apenas quatro não conseguiram subir. E se olharmos para a parte fiscal e o bom funcionamento da máquina pública, no pilar instituições, as cidades têm arrumado a casa e podem ter uma evolução nos próximos anos "
Lucas Cepeda - Coordenador de Competitividade do CLP

OUTRAS CIDADES DO ES AINDA PRECISAM AVANÇAR

Além de Vitória, outras nove cidades do Espírito Santo também foram avaliadas no Ranking de Competitividade dos Municípios 2021. A segunda mais bem colocada é Cachoeiro de Itapemirim (146ª), seguida por Serra (169ª), Vila Velha (180ª), Colatina (188ª) e Linhares (190ª). Já São Mateus, que ocupa a 272 ª posição, tem o pior resultado.
Embora o desempenho geral deixe a desejar, principalmente por conta dos resultados nas dimensões sociais e econômicas, sete dos dez municípios avaliados apresentaram bons resultados e ficaram no top 100 da esfera ligada às Instituições, que diz respeito à sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública. Cariacica, por exemplo, ocupa a 15ª posição na área; já a Serra ocupa o 17º lugar.
Diante da pandemia do novo coronavírus, propulsora da pior crise já enfrentada a nível mundial, Cepeda observa que o destaque neste campo é positivo, mas que fatores externos, como os repasses aos municípios no ano passado, podem ter afetado os resultados.
“De modo geral, é um dado positivo. Mas todas essas informações devem ser olhadas com a lupa da pandemia, pois o estudo contempla, principalmente, o ano passado, e não podemos esquecer que foi um ano de grandes repasses da União, dos Estados. É preciso observar se esses resultados serão mantidos nos próximos anos.”
Ainda assim, ele destaca que o bom desempenho fiscal é o primeiro passo para que o município possa se dedicar a melhorar os demais indicadores.
“Podemos olhar para essa situação com um viés mais positivo. Há muitos aspectos em que as cidades ainda deixam a desejar, mas quando conseguem arrumar a casa, a parte fiscal, conseguem ter políticas públicas mais consistentes para que esses demais indicadores, como os que estão ligados à saúde, educação, entre outros, avancem.”

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