Na fase final do processo de renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a VLI anunciou um investimento de R$ 600 milhões para começar a operar cargas em composições próprias na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), ferrovia controlada pela Vale.
A empresa vai iniciar a sua primeira operação como Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C), autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para a atividade, foram abertas 700 vagas de emprego, sendo 350 no Espírito Santo e 350 em Minas Gerais. No Estado, ainda restam cerca de 100 vagas a serem preenchidas.
A VLI já operava cargas na EFVM, via direito de passagem, mas o transporte de carga geral era feito por locomotivas e maquinistas da Vale ao longo da ferrovia, em fluxos com origem e destino no sistema portuário do Espírito Santo.
VLI passa a operar transporte de carga geral na Vitória a Minas
A companhia detalhou que, com a mudança do formato, aprovada em 2022 pelo governo federal, profissionais e material rodante da VLI poderão prestar diretamente o serviço para carga geral ao longo da EFVM.
A estimativa é de que a estruturação completa ocorrerá até o segundo semestre de 2026. Segundo a VLI, as cargas gerais operadas pela Vitória a Minas terão como destino o Porto de Tubarão.
“A VLI está atenta a oportunidades advindas de novos modelos operacionais e regulatórios em nome de um atendimento cada vez mais diferenciado aos clientes da companhia. A operação como ATF-C nos propiciará mais autonomia na programação de composições e redução de tempos de parada para troca de equipes e maquinários para transporte de carga”, afirma Fábio Marchiori, CEO da VLI.
Anualmente, são transportadas cerca de 22 milhões de toneladas de carga de clientes VLI na EFVM. O fluxo compõe o chamado Corredor Leste da companhia, formado também pelo trecho da Ferrovia Centro-Atlântica com origem no Triângulo Mineiro.
“Este novo modelo do ATF-C não altera as obrigações contratuais da Vale enquanto concessionária da Estrada de Ferro Vitória a Minas, especialmente as responsabilidades financeiras, de investimentos, de prestação de informação e de manutenção da infraestrutura ferroviária, assim como o transporte de passageiros, cargas gerais e minério de ferro. Mantemos nosso compromisso com nossos empregados e com a sociedade”, diz João Falcão, diretor da Estrada de Ferro Vitória a Minas.
Investimentos
Do total de R$ 600 milhões previstos para o projeto, R$ 530 milhões serão destinados para aquisição de 50 locomotivas e 1.040 vagões – em grande parte, material rodante utilizado pela Vale no antigo modelo da operação.
Além disso, estão previstos cerca de R$ 70 milhões para adequações das instalações utilizadas no transporte de carga geral.
As vagas de emprego serão ofertadas para cargos operacionais e administrativos em localidades ao longo das operações.