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Tomada pelo mato

VLI quer devolver à União 565 km de ferrovia sem uso entre Vitória e Rio

Para isso, a empresa deverá compensar a União em R$ 418 milhões. Trilhos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) cortam municípios da Grande Vitória e, em alguns trechos, o mato tomou conta da via

Publicado em 04 de Fevereiro de 2021 às 02:00

Siumara Gonçalves

Publicado em 

04 fev 2021 às 02:00
Linha férrea no bairro Maracanã, Cariacica
Linha férrea da FCA no bairro Maracanã, Cariacica Crédito: Vitor Jubini
A VLI, concessionária da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), quer devolver à União cerca de 565 quilômetros do ramal ferroviário entre Vitória (ES) e Itaboraí (RJ). De acordo com relatório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para que a transação seja efetuada, a empresa deverá compensar o governo federal em R$ 418,48 milhões.
Atualmente, no Espírito Santo, a linha está praticamente abandonada, com trechos em que o mato toma conta. Um deles é em Cariacica, onde bairros inteiros se formaram ao redor dos trilhos.
A devolução desse e de outros ativos foi divulgada nesta quarta-feira (3) durante a audiência pública para a renovação antecipada da concessão da FCA à VLI. Ao todo, a empresa pretende devolver à União 1.751 km, divididos em nove trechos, sendo o maior deles o capixaba.
De acordo com a VLI, o trecho que passa pelo Estado faz parte do contrato de concessão e arrendamento firmado em 1996. Entretanto, no momento, não há demanda do mercado por operação de transporte ferroviário de cargas no local.
"A empresa se mantém constantemente aberta e em busca de alternativas para todos os trechos que opera e, inclusive, avalia a viabilidade econômica para o serviço de cargas na região, assim como o faz em toda a sua malha", afirmou em nota. 

TRECHO TEM BUEIROS ENTUPIDOS E CRUZAMENTOS SEM SINALIZAÇÃO

O documento da ANTT mostra ainda que o trecho ferroviário acumula problemas. Dos 68 bueiros identificados ao longo do trecho, 34 estão obstruídos pela vegetação e nove estão danificados. Foram identificados ainda 331 cruzamentos em nível, que é quando o trilho atravessa uma rua ou estrada. Entre eles 47 cruzamentos urbanos e 49 rurais não têm sinalização de alerta.
No caso das dormentes, que são as peças de madeira ou metal colocadas transversalmente à via férrea, 47% devem ser substituídas ou repostas.  Já a camada de brita abaixo dos trilhos encontra-se em bom estado de conservação, porém, está em falta em cerca de 17,8% da extensão do trajeto. Além disso, há pequenas erosões ao longo de 585 quilômetros do trecho.
A devolução de ativos concedidos está prevista no contrato e é um direito da concessionária, com base na resolução nº 44 da ANTT. A decisão de aceitar ou não o ativo de volta é sempre do órgão regulador.
Segundo o diagnóstico feito pela agência reguladora, o valor final do ressarcimento, de R$ 418 milhões, foi calculado somando o valor da requalificação da via (R$ 475.222.516,00) com a dedução da depreciação do investimento relativa ao período da estimativa até o encerramento da concessão,  8 anos, (-R$ 126.599.278,26), calculados a uma taxa de 3,33% a.a.
O ramal contém 368 pontes ou viadutos (341 com superestrutura metálica e 27 em concreto) e sete túneis em bom estado de conservação estrutural.
A reportagem entrou em contato com o Ministério da Infraestrutura para saber o que deve ser feito com o ramal Vitória-Itaboraí. Até a publicação deste conteúdo não teve retorno.

VLI

A VLI, controladora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), informa que o trecho (Vitória – Itaboraí) faz parte do contrato de concessão e arrendamento firmado em 1996. Entretanto, no momento, não há demanda do mercado por operação de transporte ferroviário de cargas.

 A empresa se mantém constantemente aberta e em busca de alternativas para todos os trechos que opera e, inclusive, avalia a viabilidade econômica para o serviço de cargas na região, assim como o faz em toda a sua malha. É importante esclarecer que devolução de trechos é uma atribuição prevista no contrato e um direito da concessionária, com base na resolução nº 44 da ANTT. 

A decisão de aceitar ou não é sempre do órgão regulador, com base no mesmo dispositivo normativo. A indicação de projetos e aportes a partir da renovação do contrato de concessão é feita com base na metodologia e parâmetros técnicos da agência reguladora e decisão do Ministério da Infraestrutura. 

Em relação a Serra do Tigre, do ponto de vista de capacidade ferroviária, conforme já informado à ANTT, o trecho não constitui um gargalo operacional para o corredor de exportação e tem 50% de ociosidade. A VLI acompanha a evolução da proposta de renovação da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e entende que a audiência pública e todas as contribuições são partes essenciais do processo.

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