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TRANSPORTE PÚBLICO

Fraude: 5 mil cartões de gratuidade do Transcol bloqueados por ano

Em muitos dos casos de irregularidades, parentes ou conhecidos dos usuários com direito à gratuidade usam o cartão de passe indevidamente, explica a Ceturb

Publicado em 17 de Junho de 2019 às 17:31

Eduardo Dias

Publicado em 

17 jun 2019 às 17:31
Estudantes de baixa renda, idosos e pessoas com deficiência que utilizam ônibus do Sistema Transcol na Grande Vitória têm o direito de fazer as viagens de graça, com um cartão que dá direito à gratuidade. No entanto, o sistema de reconhecimento facial da Companhia Estadual de Transportes de Passageiros (Ceturb) já identificou milhares de fraudes cometidas por pessoas que utilizam o cartão de forma irregular. Somando os anos de 2016, 2017 e 2018, já aconteceram 16.249 bloqueios de cartões por causa das fraudes – uma média de 5.400 bloqueios por ano.
Fraudes, 5 mil cartões de gratuidade do Transcol bloqueados por ano
Dos bloqueios ocorridos entre os anos de 2016 e 2018, 56% foram de benefícios aos estudantes, o que representou nove mil cartões. Nos primeiros cinco meses deste ano, 1.741 cartões já foram bloqueados envolvendo estudantes, pessoas com deficiência e idosos, o que dá uma média de 348 cartões por mês.
COMO FUNCIONA A BIOMETRIA FACIAL?
O Gerente de Atendimento ao Usuário da Ceturb, Gilmar Pahins Pimenta, explicou que todos os ônibus do Sistema Transcol têm uma câmera instalada perto da máquina onde os passageiros fazem o registro do cartão da passagem.
A câmera é capaz de fazer o reconhecimento facial do passageiro e o banco de dados do sistema tem a foto de todos os usuários que utilizam o cartão de gratuidade. Sendo assim, caso uma pessoa que não tenha o direito utilize o cartão de gratuidade de algum parente deficiente, por exemplo, o cartão é bloqueado.
FRAUDE COMETIDA POR CONHECIDOS
Gilmar Pahins Pimenta afirmou que em muitos casos as irregularidades são cometidas por parentes ou pessoas próximas do dono do cartão. "Infelizmente a grande maioria dos usos indevidos são feitos por parentes próximos. Em muitos casos, a pessoa que é dona do cartão sabe. São raras as situações que o dono do cartão não sabe. Na grande maioria das vezes, é alguém da família e o dono do cartão sabe do uso indevido", explicou o representante da Ceturb.
Caso a irregularidade volte a acontecer, o tempo de suspensão para o uso do cartão é ampliado. "Essa penalidade pode ser uma advertência, em casos específicos. Mas, normalmente, na primeira ocorrência são dois meses de bloqueio do benefício. Na segunda, quatro meses. No caso da pessoa com deficiência, pode chegar a cinco anos sem direito ao uso do benefício", disse Gilmar Pimenta.
ATENDIMENTO APÓS O BLOQUEIO
Pessoas com cartões bloqueados devem procurar atendimento da sede da Ceturb, no Centro de Vitória. O atendimento para estudantes é realizado nos terminais rodoviários.

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