Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Cobrança

Nova lei obriga infrator a pagar pela tornozeleira eletrônica

Quem recebeu a pena também deverá conservar o equipamento durante o período de monitoramento e será responsabilizado em caso de dano

Publicado em 07 de Agosto de 2019 às 21:41

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

07 ago 2019 às 21:41
Preso em regime semiaberto poderá usar a tornozeleira e cumprir o restante da pena em casa Crédito: Marcelo Prest
Foi aprovado nesta quarta-feira (07) um projeto de lei que prevê cobrar dos infratores o uso e a conservação das tornozeleiras eletrônicas. O Projeto de Lei nº 323/2019, de autoria do Deputado Estadual Lorenzo Pazolini (sem partido), condiciona a instalação do equipamento de monitoração ao pagamento mensal de R$ 148 pelo infrator. Se o valor não for pago, ele será considerado dívida ativa e o infrator poderá ser cobrado judicialmente.
Nova lei obriga infrator a pagar pela tornozeleira eletrônica
Se a lei for sancionada, quem recebeu a pena também deverá conservar o equipamento durante o período de monitoramento e será responsabilizado em caso de danos. As tornozeleiras serão instaladas sem custo apenas nos infratores que forem beneficiários da assistência judiciária gratuita.
Segundo o autor do projeto, essa é uma medida importante para proteger as mulheres vítimas de violência doméstica, pois a tornozeleira controla em tempo real a localização e o deslocamento dos agressores. “O Estado gasta em torno de R$ 30 mil por mês com aproximadamente 200 tornozeleiras que são utilizadas. Com a sanção, vamos conseguir aumentar o número de tornozeleiras e esse valor poderá ser investido no Fundo Penitenciário Estadual, que cuida da manutenção e da construção de unidades prisionais no Espírito Santo”, aponta Pazolini.
Pablo Lira, doutor em Geografia da Violência e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), afirma que a medida demonstra a atenção do poder público à realidade do sistema penitenciário: “As unidades prisionais do Estado estão superlotadas e isso pode se transformar num problema maior, como vimos recentemente no Pará. É urgente que se implemente soluções para a segurança, como o monitoramento eletrônico dos presos, principalmente aliadas a outras políticas, como as medidas alternativas e a digitalização de processos judiciais”.
Lira também pondera que o equipamento não deve ser utilizado por qualquer pessoa e que a medida também apresenta caráter social. “Somente os presos que já tiveram progressão de pena e já estão no processo de ressocialização podem utilizar a tornozeleira eletrônica. É uma parte importante do processo de reintegração social, que está prevista em lei”, explica.
Questionado sobre a sanção do projeto, o governo Estadual ainda não se manifestou. O prazo para sanção ou veto da Projeto de Lei pelo governador é de 15 dias.
 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Brasil x EUA, na final das Olímpiadas de 2024
Seleção feminina de futebol recebe EUA para dois amistosos no Brasil
Gatilho da bomba de gasolina
Governo deve aumentar mistura do etanol na gasolina em maio
Corrida Track&Fielde
Maior circuito de corrida da América Latina movimenta Vitória com esporte e música

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados