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Paraísos

Pedra Azul e Pico da Bandeira: noivos escolhem cenários de sonhos no ES

Os capixabas, que moram em Vitória, casaram em uma fazenda na Região Serrana e fizeram o ensaio de pós-casamento no Pico da Bandeira

Laila Magesk

Editora-adjunta

lmagesk@redegazeta.com.br

Publicado em 30 de Abril de 2019 às 16:49

Publicado em

30 abr 2019 às 16:49
Sonho realizado. É assim que a estudante de Medicina Juliana Medeiros Campagnaro, 25, descreve o casamento e o ensaio de pós-wedding (depois da cerimônia) com o ortopedista Lucas Campagnaro, 30.
Os dois disseram "sim" em uma fazenda que tem como fundo a Pedra Azul, em Domingos Martins, no dia 6 de janeiro deste ano. O local, que fica em Venda Nova do Imigrante, tem uma vista espetacular. Para completar o cenário de filme, eles fizeram o ensaio de pós-casamento no Pico da Bandeira.
Aventureiros, os dois tentaram fazer as fotos no Pico da Bandeira antes da cerimônia, mas o tempo não deixou. "Eu tinha um sonho de fazer esse ensaio no Pico da Bandeira. A ideia era fazer antes do casamento. Chegamos a agendar duas vezes, mas tivemos de desmarcar por conta das chuvas, e choveu muito", conta a estudante.
Ela e o marido fizeram a subida junto com o videomaker Joel Miranda no último dia 18, uma quinta-feira. Saíram de Vitória às 7h em direção ao Caparaó e começaram a subida pelo lado mineiro. Foram de carro até o estacionamento e já fizeram algumas imagens em uma cachoeira. Em seguida, continuaram o percurso a pé até o Terreirão - local de acampamento.
"Conseguimos pegar o pôr do sol no meio do caminho, chegamos quase escurecendo no Terreirão. Não tinha ninguém lá em cima, nem guarda. Entramos na casa de pedra e passamos a noite, dormindo no chão, porque não pode montar  barraca lá dentro. Mais tarde, outras três pessoas chegaram".
SUBIDA
Segundo Juliana, a subida do estacionamento ao Terreirão é tranquila, apesar de ser um pouco mais longa (3,7 km) se comparada ao trajeto do local ao pico (3,2 km). O grupo dormiu das 22h à 1h30 e partiu para a segunda parte da trilha. "Fui de calça e jaqueta. Coloquei o vestido de noiva lá em cima. Aliás, eu mesma desenhei o meu vestido, que foi diferente do usado no casamento. Uma costureira do meu bairro topou fazer e acompanhei toda a produção".
Rumo ao cume, do Terreirão até o Pico a trilha é mais rápida, segundo Juliana, mas tem uma parte muito íngreme. "Nessa reta final é como que se estivéssemos subindo escada."
CHEGADA
Por volta das 4h50, eles terminaram o trajeto.
"stava ventando muito, mas não era nem 1% do vento que pegamos na parte mais alta. Aí meu marido foi me ajudar a me trocar. O vestido tinha vários botões. Lucas teve que abotoar todos. O dedo dele congelava, foi ficando roxo, cianótico mesmo. Estava difícil para ele mexer"
Juliana Campagnaro - Cargo do Autor
PARTE MAIS DIFÍCIL
"Você não tem noção do vento quando nós chegamos no cume, perto da cruz. Não sei descrever, fazia barulho. Comecei a tremer toda, estava a ponto de passar mal. Meu vestido da cintura para cima era tule. Aí lembra daquelas três pessoas? Elas me emprestaram um cobertor. Só depois de um tempo que consegui ir fazer as fotos".
AVENTURA
Uma das imagens mais impressionantes é a dos noivos em uma torre no alto do Pico da Bandeira. "Eu quis subir na torre. Lá é bem alto. Mas debaixo do vestido eu estava com uma bota específica, que me dava segurança. Sei que tinha um risco. Mas foi incrível. A gente ficou apaixonado com a vista. Fiquei enlouquecida com a cadeia de montanhas, com a vegetação preservada. Sempre sonhei em fazer fotos em um penhasco. Por isso o Pico da Bandeira foi a escolha", afirma.
Outro detalhe é o buquê de flores. A estudante pegou vegetações do próprio local e criou buquê na hora. O resultado ficou ótimo nas imagens.
Abaixo, veja os registros do casamento realizado em janeiro em uma fazenda.
AMOR REAL
Apesar de todo cenário de conto de fadas, a noiva lembra que o amor deles é bem real, passou por dificuldades, venceu a distância e é composto por duas pessoas diferentes, mas que se amam muito. "Ele é meu presente de Deus", se declara.
O CASAMENTO

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