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Outro olhar

Taxista baleado em assalto se reinventa e vê na fotografia nova força

Fernando Libardi levou seis tiros em um assalto em 2011. Perdeu parte dos movimentos do braço direito e, embora tenha limitação, se reinventou fazendo fotos

Publicado em 16 de Abril de 2019 às 19:09

Publicado em 

16 abr 2019 às 19:09
Taxista Fernando Libardi levou seis tiros durante um assalto e hoje usa a fotografia como terapia e uma nova forma de viver a vida Crédito: Fernando Madeira
Foi por meio de uma limitação resultante de um assalto que o motorista de taxi Fernando Libardi, de 54 anos, acabou descobrindo de forma muito espontânea um dom: a fotografia. O taxista, que levou seis tiros em um assalto quando fazia uma corrida em Vila Velha, no ano de 2011, perdeu parte dos movimentos do braço direito por conta da bala que transpassou o ombro e alojou acima do peito.
Passado um ano de recuperação do trauma causado pelo crime e de várias sessões de fisioterapia, Fernando, para espairecer, saía de casa com seus cachorros para caminhar na praia de Itapoã, Vila Velha sempre com seu celular a tira-colo. E no meio do caminho ele parava para fazer fotos. As imagens foram ganhando capricho e interesse de expectadores, o que lhe serviu de incentivo para apurar ainda mais esse olhar diferenciado em seus cliques.
"Eu sempre gostei de ver álbum de fotografias, olhar revistas, mas nunca fui de fazer fotos. Só que depois que sofri esse assalto - enquanto deixava uma passageira na universidade, em Vila Velha - levando seis tiros, acabei tendo que me reinventar. Eu era um cara amante de esportes, jogava futebol de areia e de salão, mas tive que me afastar das atividades para me recuperar. E a fotografia foi surgindo de uma forma simples, nos momentos que eu saía para passear com minhas cachorras na praia. Mas de forma amadora, só no celular", conta. 
Foi quando, durante uma corrida com uma passageira que morou muito tempo na Holanda, um presente o ajudou a lapidar esse dom.
"Depois de um ano me recuperando, voltei a trabalhar com o taxi. E em uma corrida, mostrei algumas fotos para a cliente que elogiou muito as imagens e me deu uma câmera. Foi meu começo. Depois de algum tempo, um amigo, o Vitor  Barbosa, me deu uma câmera que era do pai dele. E a fotografia foi sendo uma terapia para mim e foi ocupando um vazio que ficou depois de tudo que eu passei por conta daquele assalto. Por muito pouco não morri, não fossem duas enfermeiras que estavam em um prédio ao lado, no dia do crime, para me dar os primeiros-socorros", relembra.
Hoje, Fernando coloca em sua página na internet algum de seus registros, que têm por características imagens de aves, praia e gente. E ele até pensa em investir mais nessa função que, segundo ele, ocupa sua mente durante as 24 horas do dia. A limitação nos dedos da mão não é impedimento para continuar na atividade que lhe tem feito tanto bem.
"Como eu não fotografava antes de sofrer esse assalto não sei como seria fazer fotos sem a limitação que tenho hoje nos dedos. Sou destro e meu lado direito é que foi afetado, então claro que meus movimentos ficam bem mais comprometidos, mas eu não encaro como limitação. Pelo contrário, quando saio para fotografar me sinto transparente, me realizo", completa. 

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