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Tragédia em Linhares

Tragédia em Linhares: Justiça manda soltar pastora Juliana

Em 7 de novembro do ano passado, Juliana havia conseguido na Justiça a liberdade provisória, mas foi novamente presa uma semana depois

Publicado em 30 de Janeiro de 2019 às 20:55

Vilmara Fernandes

Publicado em 

30 jan 2019 às 20:55
Pastora Juliana Sales, quando foi presa em MG Crédito: Umberto Lemos | InterTV
Um mandado de soltura foi expedido pela Justiça na tarde desta quarta-feira (30) em nome da pastora Juliana Salles, mãe dos irmãos Kauã Salles Butkovsky, de 6 anos, e Joaquim Alves, de 3 anos. Ela foi denunciada, assim como o marido, o também pastor George Alves, pelo assassinato das crianças, mortas em um incêndio criminoso em abril do ano passado, na cidade de Linhares. Até o início da tarde, a pastora ainda permanecia no Centro Prisional Feminino de Cariacica, na Grande Vitória. 
A reportagem do Gazeta Online confirmou que o alvará de soltura foi expedido na tarde desta quarta-feira (31) pela Justiça estadual. A Central de Alvarás também confirmou a informação ao ser perguntada sobre o nome Juliana Salles. Não há detalhes sobre os motivos que levaram o juiz a determinar a soltura, apenas que houve a determinação de medidas cautelares, ou seja, de restrições a que ela estará submetida.
Tragédia em Linhares - Justiça manda soltar pastora Juliana
Em 7 de novembro do ano passado, Juliana havia conseguido na Justiça a liberdade provisória. Ela havia sido presa no dia 19 de junho do mesmo ano, quando foi detida em Minas Gerais, em cumprimento ao mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Linhares. Mas uma semana após ter conseguido a liberdade, ela voltou a ser detida.
A Promotoria de Linhares tinha recorrido da decisão do juiz André Dadalto, que mandou soltar a pastora. Ele entrou de férias e o novo pedido de prisão preventiva foi decretado pela juíza Emília Coutinho Lourenço, que o estava substituindo. O mandado de prisão foi destinado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Linhares. Por sua vez, a delegacia entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais para cumprir a ordem. Juliana foi detida enquanto estava em um estabelecimento comercial acompanhada de uma amiga, por volta das 15h30, no Centro de Teófilo Otoni. Ela não resistiu à prisão.
A pastora foi levada para a Delegacia em Teófilo Otoni, onde recebeu a visita de advogados. Em seguida, Juliana foi encaminhada ao presídio da cidade. Na ocasião o Ministério Público do Estado do Espírito Santo, por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Linhares, informou que o juízo da 1ª Vara Criminal de Linhares atendeu ao requerimento formulado pelo MPES, no recurso interposto e reconsiderou a decisão anterior, decretando novamente a prisão da pastora.
O CASO
Na madrugada do dia 21 de abril de 2018, os irmãos Kauã e Joaquim morreram carbonizados na casa onde moravam, em Linhares. No dia 29 de maio, a Polícia Civil indiciou o pastor George Alves por duplo homicídio triplamente qualificado, duplo estupro de vulnerável, duplo crime de tortura e fraude processual (por ter alterado a cena do crime).
Em 18 de junho, o Ministério Público do Espírito Santo denunciou não apenas o pastor pelo crime, mas também a mãe dos meninos. A promotora Rachel Tannenbaum, que à época estava à frente da 2ª Promotoria Criminal de Linhares, acusou Juliana de “conduta omissiva”. Ela acusa a mãe dos meninos de ser coautora do crime, pois teria conhecimento do risco que as crianças corriam por estarem sozinhas com George, o que caracterizaria omissão por parte da pastora.

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