Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Dengue preocupa

Avanço da dengue deixa Colatina em situação de epidemia

Cidade já registrou mais de 1000 notificações e 100 casos confirmados da doença neste ano

Publicado em 26 de Junho de 2019 às 21:10

Larissa Avilez

Publicado em 

26 jun 2019 às 21:10
Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, febre chikungunya e Zika Crédito: Arquivo Agência Brasil
A taxa de incidência da dengue chegou a 539,6 a cada 100 mil habitantes em Colatina, de acordo com o cálculo feito pela Secretaria de Saúde, baseado nas últimas quatro semanas. O número é mais que suficiente para enquadrar a cidade da Região Noroeste do Estado em uma situação epidêmica da doença, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para a agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), há epidemia quando o local registra, ao menos, 300 casos a cada 100 mil habitantes. Para chegar à taxa, o município, neste caso, soma as notificações de dengue (clássica ou hemorrágica) das últimas quatro semanas epidemiológicas, divide este valor pela população total e multiplica por 100 mil.
Somente neste ano, Colatina já registrou 1046 notificações da doença, das quais aproximadamente 10% foram confirmados, totalizando 106 casos. Para efeito de comparação, durante 2018, o município havia registrado um total de 328 notificações e 163 casos confirmados de dengue. Por enquanto, nenhuma morte relacionada foi registrada.
Superintendente da Vigilância de Colatina, Ana Paula Vitali disse que a última vez que Colatina esteve sob epidemia de dengue foi em 2016. “Embora preocupante, essa situação era esperada, já que a doença é cíclica. É comum ter esse crescimento em um ano, ficar sem durante dois anos, por exemplo, e depois voltar a crescer”, explicou.
ENTENDA O CÁLCULO E O RESPECTIVO SIGNIFICADO
Em vez do uso das notificações da dengue, existe também a possibilidade de fazer o mesmo cálculo com o número de casos confirmados da doença. Porém, todos os municípios capixabas e a própria Secretaria de Estado de Saúde do Espírito Santo (SESA) utilizam o primeiro método para calcular a taxa de incidência.
Chefe da Vigilância Ambiental da SESA, Roberto Laperriere explicou o porquê dessa postura. “Os dois cálculos estão corretos, só que quando fazemos apenas com os casos confirmados, perdemos agilidade na resposta, por causa do tempo gasto para que haja a confirmação. Acreditamos que esse seja o método mais eficaz para o nosso trabalho”, disse.
Na classificação da SESA, a cidade de Colatina aparece entre aquelas com alta incidência de dengue. “Usamos este termo porque, para saber se o município sofre com epidemia, seria necessário constatar essa situação em todo o território. Se for apenas em alguns bairros, é uma epidemia localizada. Se for apenas em um, pode ser que seja um surto”, detalhou.
AÇÕES DE COMBATE INTENSIFICADAS
Para tentar contornar o aumento da taxa de incidência da dengue, a Prefeitura de Colatina está realizando mutirões para orientar a população e recolher possíveis focos de proliferação do mosquito transmissor da doença. Ao todo, serão 20 bairros contemplados com as ações até o próximo dia 9 de julho.
ESTADO PRÓXIMO À ALTA INCIDÊNCIA
De acordo com os dados divulgados pela SESA, o Espírito Santo tem, atualmente, 290 como taxa de incidência da dengue, o que deixa o Estado fora da classificação de alta incidência, para a qual o mínimo é 300. Porém, dos 78 municípios capixabas, 26 se encontram nesta categoria. A cidade de Colatina é 14ª desta lista.
AUMENTO FORA DE ÉPOCA. POR QUÊ?
A dengue é uma doença atrelada à sazonalidade e comumente mais frequente durante o verão. Porém, neste ano, cidades capixabas como Colatina e Nova Venécia têm registrado um aumento no número de casos fora da estação costumeira. De acordo com Laperriere, são três as explicações para esse crescimento no outono/inverno.
A primeira é a alteração climática, que faz com que o inverno esteja com quantidade de chuva e temperaturas médias acima do normal. A segunda razão é a recirculação do Sorotipo 2, que não aparecia há cerca de oito anos, e faz com que mais pessoas estejam suscetíveis à doença. E, por fim, o desabastecimento do inseticida Malathion, usado no combate químico ao Aedes aegypt.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Carolino ao lado da roda d’água na entrada de Campinho, com lago, oratório e paisagismo, idealizada por ele
O homem que morreu como viveu: cuidando das flores das montanhas do ES
Imagem de destaque
Água sanitária: 5 mitos e verdades para utilizá-la com segurança
Biblioteca na Escola Padre Humberto, em Vila Velha
Prefeitura de Vila Velha abre seleção para contratar temporários

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados