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São Mateus

Caminhoneiro presta depoimento após ameaças a agentes penitenciários

Acusado por comentários que circularam nas redes sociais, pai de interno foi intimado. Na delegacia, se disse arrependido pelas ameaças de morte contra os servidores estaduais

Publicado em 21 de Março de 2019 às 16:32

Publicado em 

21 mar 2019 às 16:32
Caminhoneiro prestou depoimento na Delegacia de São Mateus Crédito: Reprodução
Um caminhoneiro prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (20), na Delegacia Regional de São Mateus, após ameaças de morte a inspetores penitenciários circularem nas redes sociais. O suspeito seria autor de comentários que sugeriram fazer uma “vaquinha” para juntar dinheiro e mandar matar os servidores estaduais, chamados como “vermes imundos”.
As ameaças aconteceram nesta segunda-feira (18), horas depois de um protesto de familiares de presos da Penitenciária Regional de São Mateus contra supostas torturas sofridas pelos detentos. O acusado pelos comentários é pai de um interno. Ele foi identificado e localizado rapidamente, através de um trabalho conjunto da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), através da Diretoria de Inteligência Prisional (DIP), e da Polícia Civil.
Caminhoneiro presta depoimento após ameaças a agentes penitenciários
Fontes informaram à reportagem que, durante o depoimento, o caminhoneiro se disse arrependido das ameaças. Outras pessoas também devem ser ouvidas pela Polícia Civil por conta dos comentários.
Procurada, a Polícia Civil confirmou que o suspeito foi intimado para prestar esclarecimentos nesta quarta-feira e informou que o caso é investigado pela Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo) de São Mateus. “Outras informações não serão passadas no momento para não atrapalhar o andamento das investigações”, diz a nota.
SEGURANÇA
O diretor de Comunicação do Sindicato dos Inspetores do Sistema Penitenciário do Espírito Santo (Sindaspes), Jonathan Furlani, elogiou a ação rápida que identificou o acusado pelos comentários ameaçadores. “Essa rapidez é muito importante para coibir esse tipo de ação”, ressaltou.
Segundo ele, a preocupação agora é com a segurança dos agentes penitenciários ameaçados. “Os inspetores efetivos têm porte de armas, já os em designação temporária não têm o porte devido ao impedimento legal normatizado na lei 10.826/2003. Esperamos que nada ocorra com nenhum deles, mas a preocupação é principalmente com esses servidores que trabalham exaustivamente dia sim, dia não, nas unidades prisionais (escala 12 por 36 horas) e não têm nem um canivete para se defender. O Estado coloca esses servidores desarmados para trabalhar com preso ao invés de abrir concurso público”, argumentou.
SEJUS
Procurada para saber se algo será feito para garantir a segurança dos inspetores penitenciários, a Sejus não respondeu até a publicação desta reportagem. 
 

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