Um agricultor passou cerca de seis horas sob a mira de três suspeitos armados, foi agredido com chutes e teve o sítio roubado na noite de segunda-feira (2), em
Boa Esperança, no
Noroeste do Espírito Santo. Segundo a polícia, os criminosos levaram três toneladas de pimenta-do-reino, R$ 2 mil em dinheiro, perfumes, roupas, um trator e ainda uma carroça da propriedade.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima relatou que, por volta das 18h30, três homens invadiram a propriedade e desligaram o medidor de energia. Ao sair para verificar, ele acabou rendido por dois suspeitos armados, que o levaram para dentro de casa, o prenderam no banheiro do quarto e reviraram o local.
Ainda conforme o relato do agricultor, os criminosos roubaram uma TV de 20 polegadas com o sistema de câmeras, R$ 2 mil em espécie, perfumes, roupas e outros pertences pessoais. No galpão externo, subtraíram aproximadamente três toneladas de pimenta-do-reino seca, além de um trator vermelho e uma carroça verde. Todo o material foi carregado no trator e na carroça, e os suspeitos fugiram por volta da meia-noite, deixando a vítima amarrada na cama e trancada no quarto.
Por volta das 5h da manhã desta terça-feira (3), a vítima conseguiu se desamarrar e pediu ajuda a um vizinho, que acionou a Polícia Militar. Durante a elaboração do boletim de ocorrência, a polícia recebeu informações de que o trator e a carroça foram localizados na região de Paulista, próximo a Pinheiros, e a carga de pimenta roubada foi encontrada escondida em uma propriedade em Córrego Boa Vista, zona rural de Boa Esperança.
O agricultor também informou que, na noite anterior ao crime, houve uma tentativa semelhante: o medidor de energia foi desligado, mas ele só saiu para religá-lo na manhã seguinte. Durante o assalto, os suspeitos mencionaram que já haviam tentado abordá-lo antes. Segundo ele, os criminosos chegaram a pé, o agrediram com chutes nas costas e o ameaçaram de morte caso reagisse.
A Polícia Militar comunicou que fez buscas na região, mas os suspeitos não foram encontrados.
Procurada por
A Gazeta, a Polícia Civil informou que orienta que vítimas desse tipo de ocorrência realizem o registro, podendo comparecer pessoalmente a uma delegacia ou efetuar o registro por meio da
Delegacia Online, acessível pelo site, para que a Polícia Civil tome conhecimento do caso e dê início às investigações.