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Caso Rayane Berger

Após adiamento, julgamento de médico acusado de matar pedagoga é remarcado no ES

Crime aconteceu em junho de 2015, em Santa Maria de Jetibá e segue na Justiça por quase 10 anos; Tribunal do Júri vai ocorrer em Vitória, na próxima semana

Publicado em 16 de Maio de 2025 às 16:46

Júlia Afonso

Publicado em 

16 mai 2025 às 16:46
Rayane Berger
Rayane Berger, pedagoga e miss pomerana, tinha 23 anos na época do crime Crédito: Arquivo Pessoal
O julgamento do médico Celso Luís Ramos Sampaio, acusado de matar a ex-companheira, a pedagoga e miss pomerana Rayane Luiza Berger, foi marcado para a próxima quarta-feira (21). A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). A audiência iria acontecer em março deste ano, mas foi adiada após um pedido liminar feito pela defesa do réu. O crime aconteceu em junho de 2015, próximo ao distrito Alto Rio Posmosser, zona rural de Santa Maria de JetibáRegião Serrana do Espírito Santo, quando a vítima tinha 23 anos. 
O julgamento vai acontecer na nova sede do Fórum Criminal de Vitória, a partir das 8h. O MPES, por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, vai atuar pela condenação réu pelo crime de homicídio qualificado (por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima e em situação de violência doméstica – feminicídio).
Em março, a defesa do médico alegou que constatou a ausência de quatro mídias que continham imagens de videomonitoramento que haviam sido citadas no relatório de investigação policial, e argumentou que envolvem cenas essenciais porque captam o veículo da vítima, o acusado e o trajeto realizado pelo automóvel no dia do crime.
Após adiamento, julgamento de médico acusado de matar pedagoga é remarcado no ES

O caso

No dia 6 de junho de 2015, o médico Celso Luís Ramos Sampaio teria dopado a companheira, Rayane Luiza Berger, com medicamento de uso controlado e proferido golpes com objeto contundente, causando ferimentos na nuca da vítima.
Em seguida, o réu teria colocado Rayane em um veículo e forjado um acidente automobilístico. No dia seguinte ao crime, ciclistas avistaram o carro submerso num rio ao lado da estrada e acionaram os Bombeiros Voluntários. O corpo de Rayane foi encontrado no banco do carona, sem cinto de segurança e com ferimentos na região da nuca.
O veículo estava com todas as portas trancadas, sem marcas de frenagem e sem os airbags acionados, o que levantou a hipótese de que não havia sido um acidente. Com isso, as investigações apontaram que o crime teria sido premeditado e planejado por Celso Luís.

Relação conturbada

Conforme a denúncia do MPES, o casal tinha um relacionamento conturbado: eles já tinham separado e reatado diversas vezes, e tinham conhecimento de traições recíprocas. Entretanto, uma das traições teria sido o motivo de Celso Luís planejar e executar o crime contra Rayane.
Na denúncia, o MPES ainda detalha a cronologia dos fatos a partir das observações de câmeras de segurança e resultados periciais. Acrescenta, também, que o réu estava cumprindo pena de 16 anos de reclusão por outro crime (homicídio contra um colega de profissão).

Família de luto

Em março, perto da data do que seria o julgamento do médico, a mãe de Rayane gravou um depoimento emocionado sobre a filha. "Arrancaram um pedaço de mim. Ela era cheia de vida, cheia de amor e sonhos", desabafou Clarice Berger (veja abaixo)

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