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Investigação

Morte de diarista achada em cova rasa em Vila Velha ainda é mistério

Mulher de 66 anos saiu para caminhar e desapareceu. O corpo dela foi localizado com sinais de violência, com mãos e pés amarrados

Publicado em 16 de Junho de 2025 às 11:59

Júlia Afonso

Publicado em 

16 jun 2025 às 11:59
Que fim levou investigação sobre diarista morta em Vila Velha
Iraci de Souza Teixeira tinha de 66 anos Crédito: Arquivo da família
Mais de um mês e meio depois, o caso da diarista Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, encontrada morta com requintes de crueldade em Vila Velha, continua um mistério. Segundo a Polícia Civil, o crime segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM); questionada se houve prisão de algum responsável, a corporação disse que não iria divulgar detalhes. 

Desaparecimento

Iraci saiu de casa para caminhar por volta das 8h15 do dia 26 de abril para realizar o percurso que costumava fazer todos os sábados, conhecido como "Reta do Vale" — nas proximidades da Escola Municipal Joffre Fraga, em Vale Encantado. Uma câmera de segurança flagrou a mulher deixando o prédio. Depois disso, a diarista não foi mais vista.

Buscas

No sábado mesmo, a filha mais nova de Iraci estranhou a demora da mãe em voltar da caminhada e foi até o apartamento dela. Na residência, a filha encontrou o celular da diarista em cima da cama. 
A nora da diarista, Camila de Oliveira Silva Teixeira, informou que a sogra não saía para caminhar com o aparelho com medo de ser roubada. No domingo, os filhos da vítima já começaram a realizar buscas pela região e passaram em hospitais procurando pela mãe. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros também estiveram no local onde ela fazia a caminhada. 

Corpo encontrado 

No dia 1º de maio, o corpo de Iraci foi localizado por amigos da família em um terreno no final da Rua Monte Sinai, também em Vale Encantado, nas proximidades da Rodovia Leste Oeste. "Não esperava encontrar uma cena tão pesada. Uma cena de terror. Fico preocupado até na hora de dormir porque não é uma cena que você vai esquecer de uma hora para a outra", relatou um dos voluntários que participou das buscas.

Requintes de crueldade

O corpo estava em uma cova rasa, com mãos e pés amarrados e havia sinais de violência. O próprio delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, disse que o crime foi cometido com requintes de crueldade. "É alguém que não queria que fosse descoberto, por isso enterrou a vítima", detalhou. Veja vídeo:

Homem preso com arma

No mesmo dia em que o corpo de Iraci foi encontrado, um homem foi preso com uma arma nas proximidades da casa onde a vítima morava, também em Vale Encantado. Na ocasião, o delegado Luiz Gustavo Ximenes disse que a polícia estava investigando se esse suspeito tinha relação com o assassinato da diarista. 
“Ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo. Estão sendo realizados levantamentos para ver a participação desse indivíduo, se ele realmente participou desse crime. Estamos analisando as câmeras de monitoramento e também aguardando o laudo cadavérico para verificar as lesões, se foram praticadas com arma branca”, afirmou em entrevista à TV Gazeta.
O delegado-geral da PC afirmou que, no momento em que foi preso, o homem não tinha condições de prestar depoimento. “A pessoa estava totalmente alcoolizada, entorpecida, cheia de fezes, com falas desconexas. Aguardamos até a madrugada e a interrogamos. Ele nega veementemente, diz que não conhecia (a vítima). Mas isso não está descartado. Vamos buscar todas as informações”, explicou Arruda à época.
Nesta segunda-feira (16), a reportagem de A Gazeta questionou a Polícia Civil se havia sido comprovada a participação desse homem no crime ou se outro suspeito foi localizado. A corporação se limitou a responder que "o caso segue sob investigação e detalhes da investigação não serão divulgados". 

Polícia Civil | Na íntegra

https://disquedenuncia181.es.gov.br/A Polícia Civil informa que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher e detalhes da investigação não serão divulgados. As equipes estão atuando com afinco diariamente, com o objetivo de oferecer respostas aos familiares —  não apenas deste caso, mas também de todos os inquéritos em andamento na unidade. Informações que possam contribuir com o trabalho da polícia podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia 181. Quem preferir, pode denunciar pela internet.

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