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Dados da Sedu

Assédio sexual: 21 denúncias são investigadas em escolas estaduais do ES

Somente nas duas últimas semanas, foram noticiados dois casos suspeitos investigados pela Polícia Civil no Norte do Estado. Especialista alerta que crianças devem ser acolhidas

Publicado em 18 de Agosto de 2022 às 09:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 ago 2022 às 09:39
As crianças não sabem e nem conseguem denunciar os abusos
Todas as queixas feitas por crianças e adolescentes devem ser investigadas, alerta pedagoga Crédito: Shutterstock
O Espírito Santo tem 21 casos suspeitos de assédio sexual em escolas públicas da rede pública estadual sendo investigados pela Secretaria de Estado da Educação até o momento, segundo levantamento feito junto à Sedu.
Na última semana, um ex-vereador e professor de uma escola de Conceição da Barra, no Norte do Estado, foi autuado em flagrante e preso suspeito de abusar sexualmente de pelo menos três alunas em uma escola do município onde ele dá aula após denúncias registradas pelos pais das vítimas.
Já nesta semana, o professor de uma escola estadual do bairro Coqueiral, em Aracruz, também na Região Norte, foi denunciado por assediar alunas e o caso é investigado pela Polícia Civil.  O abuso foi registrado em mensagens de WhatsApp trocadas entre alunas e o professor, em que o homem faz ‘elogios’ e brincadeiras com as adolescentes. O profissional foi afastado da instituição de ensino.
"Esse é um dado deplorável. Isso não tem que acontecer, principalmente se tratando do âmbito da educação. É um número que não tem que existir. Temos duas hipóteses: temos o número de abusos aumentando ou temos mais alunos conscientes de que realmente é um abuso. Não é brincadeira, não é elogio. Essa consciência dos alunos é importante, assim como a observação dos sinais pelas famílias em casa", diz a pedagoga Cláudia Freitas, especialista em acolhimento ao aluno.
Segundo a especialista, todas as queixas feitas por crianças e adolescentes devem ser investigadas e quando a escola não toma providências mesmo estando ciente do fato, é preciso recorrer à Justiça.
"Toda queixa precisa de um olhar muito cuidadoso. Quando essa queixa existe, precisamos tratar dela e não pensar primeiro que se trata de uma mentira. O que acontece é que socialmente temos um olhar muito atravessado para crianças e adolescentes, enxergando esse grupo como inferior, incompleto. É preciso mudar essa perspectiva do olhar", disse.
Como nem sempre as crianças e adolescentes conseguem falar abertamente sobre o assunto, Cláudia afirma que, além de estimular o diálogo, os pais e responsáveis devem ficar atentos aos sinais em casa, como o isolamento, a falta de apetite e o sentimento de tristeza que não passa.
*Com informações do g1ES

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