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Polêmica

Assumção: "policial vai receber os R$ 10 mil por matar bandido"

O deputado afirmou que quem matará o criminoso que executou a jovem Maiara Oliveira e assim, ganhará a quantia em dinheiro, será um policial militar durante um confronto

Publicado em 13 de Setembro de 2019 às 15:59

Elis Carvalho

Publicado em 

13 set 2019 às 15:59
Capitão Assumção é deputado estadual pelo PSL Crédito: Lissa de Paula/Ales
A polêmica envolvendo a declaração do deputado estadual Capitão Assumção (PSL), oferecendo R$ 10 mil para quem matasse o suspeito de assassinar uma jovem em Cariacica, parece estar longe do fim. Isso porque nesta sexta-feira (13) o deputado afirmou, em entrevista a CBN Vitória, que quem matará o criminoso e assim, ganhará a quantia em dinheiro, será um policial militar durante um confronto. A PM reafirmou que não compactua com as afirmações e que o papel da instituição é prender e não matar. 
Durante a entrevista, Assumção foi indagado sobre a declaração da na última quarta-feira (11) de que pagaria R$ 10 mil para quem matasse o suspeito de assassinar uma jovem Maiara de Oliveira Freitas, em Cariacica. A reportagem perguntou se a pessoa que cumprisse com essa determinação e assassinasse o suspeito seria considerada criminosa também. 
O deputado respondeu que "hipoteticamente quem vai realizar essa ação de limpeza vai ser um policial. Porque quando esse bandido cometeu essa atrocidade com a jovem Maiara na frente da filha dela de 4 anos, ele vai tentar ser corajoso também com as forças policiais. No confronto ele vai morrer. Esse, no entanto, vai receber R$ 10 mil".
Entrevista - Lucas Valadão - Capitão Assumção - 3.37s - 12-09-19.
FALA NÃO REPRESENTA PM
Procurada, a Polícia Militar reafirmou que a fala não representa o pensamento da instituição. O coronel Moacir Leonardo Vieira Barreto Mendonça, comandante-geral da PM, afirmou que o papel da polícia é proteger quem precisa, com formação humanística e técnica.
"O policial é treinado para agir preservando a vítima e quando eventualmente acontece a morte do suspeito é em decorrência a violência do agressor, não da força policial. A prioridade de uma ocorrência é preservar a vida da vítima, do próprio policial e, em relação ao agressor, nosso papel é cumprir a lei, prender e não matar, encaminhá-lo ao poder judiciário para que ele seja julgado ", afirmou.

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