A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu Fábio Pereira da Silva, de 36 anos, acusado de envolvimento no assassinato do empresário Hugo José Gomes, de 46 anos. O crime aconteceu no dia 17 de maio de 2022, na porta da casa da vítima, no bairro Jardim Boa Vista, em Guarapari.
Fábio foi preso em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte, na última sexta-feira (10). Ele confessou à polícia mineira que atirou no empresário e que a motivação do crime seria a cobrança de uma dívida referente a dias trabalhados informalmente na empresa da vítima.
O detido estava foragido da Justiça do Espírito Santo e tinha cinco mandados de prisão em aberto, sendo três expedidos no âmbito da comarca de Paraopeba e um de Unaí, em Minas Gerais, referentes aos crimes de roubo, tentativa de homicídio, incêndio, receptação e porte de arma de uso restrito, enquanto o quinto, da Justiça do Estado, é referente à morte de Hugo José.
Segundo a Polícia Civil mineira, após o compartilhamento de informações entre a Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) da PCMG — unidade vinculada ao Departamento de Estadual de Operações Especiais (Deoesp) — e a Delegacia de Polícia Civil em Guarapari, foram realizados levantamentos de campo, resultando na identificação do endereço em que o homem estava se escondendo, na cidade mineira, que fica a cerca de 530 quilômetros de distância de Guarapari.
Atirador que matou empresário em Guarapari é preso em Minas Gerais
Durante o cerco policial à casa do suspeito, ele ainda tentou fugir pelos fundos do imóvel, mas foi interceptado e imobilizado pelos investigadores.
Segundo a titular da DAS, delegada Fabíola Oliveira, o indivíduo foi ouvido e confessou ter sido ele quem atirou no empresário. Ainda conforme o preso, a motivação para o crime seria a cobrança de uma dívida referente a dias trabalhados informalmente na empresa da vítima. Por fim, o homem relatou que foi para Guarapari, uma vez que estava foragido do sistema prisional mineiro.
Investigação
O inquérito da morte do empresário Hugo José Gomes foi concluído ainda em 2022 e entregue à justiça. Na época, o titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari, delegado Franco Mailini, informou que as investigações apontaram que o crime havia sido latrocínio, que é o roubo seguido de morte, apesar de nada ter sido efetivamente roubado.
Em agosto do ano passado, a polícia já havia prendido dois envolvidos no crime. Felipe da Silva, de 27 anos, preso em Magé, no Rio de Janeiro, pela Polícia Civil carioca — a data da prisão não foi informada —, e Ruan Moura Campos, de 37 anos, preso no Sul do Espírito Santo, pela Polícia Civil capixaba, no dia 27 de junho.
De acordo com o delegado, os dois primeiros presos contaram em depoimento que a intenção era roubar a vítima, mas que não foi possível e, por isso, os criminosos fugiram sem nada.
Ainda segundo Franco Mailini, com a confissão do terceiro detido, caberá à Justiça entender se o crime foi latrocínio ou homicídio.
A prisão já foi comunicada ao juiz, que decidirá se Fábio Pereira da Silva ficará em Minas Gerais ou será transferido para o Estado.
“Queria aproveitar para parabenizar a Polícia Civil de Minas Gerais que conseguiu efetuar a prisão do terceiro envolvido e a Justiça por expedir os mandados de prisão”, disse o delegado.
Crime
O empresário do ramo de diversão aquática Hugo José Gomes, de 46 anos, foi assassinado a tiros em Guarapari, Região Metropolitana de Vitória, na tarde do dia 17 de maio. Hugo atuava com passeios de jet banana — equipamentos infláveis — na Praia do Morro.
Familiares contaram ao repórter Caique Verli, da TV Gazeta, que o crime aconteceu na porta da casa de Hugo, na Rua Minas Gerais, no bairro Jardim Boa Vista, por volta das 15 horas.
Hugo estava dentro da residência quando os suspeitos chegaram de carro. Segundo a família do empresário, os criminosos bateram no portão e chamaram a vítima pelo nome. Assim que Hugo apareceu, atiraram contra ele.
A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Familiares disseram que o empresário era uma pessoa tranquila e que desconhecem qualquer tipo de desavença que o envolvesse