Dois criminosos procurados pela polícias nos Estados de Mato Grosso e São Paulo foram presos em território capixaba. Na ficha deles estão delitos que variam de roubo a carros-fortes a assassinatos. As datas das detenções não foram informadas, mas a Polícia Civil do Espírito Santo divulgou os dados nesta quinta-feira (6).
Um dos presos é Jean Carlos Moreno Cavalcante, de 29 anos, apontado pela polícia como membro do Comando Vermelho (facção criminosa espalhada por todo o Brasil), em Mato Grosso. Segundo o delegado Gabriel Monteiro, chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Jean era responsável por roubos a carros-fortes e por executar as ordens dos chefes da CV que estão presos.
Jean estava morando em um condomínio na região de Jacaraípe, na Serra, e, segundo o serviço de inteligência da polícia, estaria no Estado para fazer levantamentos para roubos a instituiçoes bancárias.
"É um membro do Comando Vermelho responsável por executar ordens oriundas do presídio, como homicídio e roubo a carro-forte"
Já Gustavo Sanches Gumiero, de 41 anos, tinha mandado de prisão por furto e roubo a joias no Estado de São Paulo e foi preso enquanto estava desembarcando no Aeroporto de Vitória.
As investigações apontaram que Gustavo vivia no Espírito Santo havia sete anos e ostentava uma vida de luxo morando em condomínio de alto padrão com carros de luxo na Serra enquanto se passava pelo irmão.
"Ele desconfiou que a polícia estava atrás dele e tinha fugido para Porto Alegre. Descobrimos que ele estava se passando pelo irmão. Com isso, montamos a operação e conseguimos prendê-lo desembarcando no Aeroporto de Vitória de volta. No momento da prisão, ele apresentou documento falso em nome do irmão e efetuamos a prisão em flagrante", disse o delegado.
As investigações continuam para apurar se o dinheiro era adquirido com crimes cometidos no Espírito Santo ou se era trazido de outros Estados e lavado em terras capixabas. Os presos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana, onde ficarão à disposição da Justiça. A transferência dos detentos depende de decisão judicial.
Com informações de Fabiana Oliveira, do g1 ES.