Os vizinhos das escolas que sofreram um ataque de atiradores na manhã desta sexta-feira (25) relataram a correria e o desespero após a tragédia que vitimou três mortos e deixou 13 feridos. Segundo relatos de moradores, os tiros teriam começado por volta das 10h da manhã, horário do recreio na Escola Estadual Primo Bitti, em Coqueiral de Aracruz.
O atirador teria entrado na sala dos professores, local que escolheu para iniciar o ataque. No turno matutino, a escola atende a alunos do ensino médio, do 1º ao 3º ano. A ex-diretora da Primo Bitti Magda Maria Barcellos da Costa mora na região, três minutos da escola. Ao saber da tragédia, ela foi até o local para tentar ajudar as vítimas.
"Entrei nessa escola em 1990 como professora e fui eleita diretora. Tenho muito carinho pelos alunos e professores de lá, inclusive de alguns que saíram baleados. Uma das feridas, mas que sobreviveu, é professora de História. Quando cheguei lá, estavam vindo as ambulâncias, foi horrível, um clima de desespero"
Magda contou que iria até a escola nesta sexta para ajudar na organização dos Jogos Indígenas, na aldeia Caieiras Velha.
“Nunca teve um caso de violência como esse. Havia alguns problemas com alguns alunos, mas ninguém imaginava que pudesse ocorrer algo assim. Sempre trabalhamos para que a escola fosse um lugar de muito cuidado, muito amor, me dói muito ver isso acontecendo”, relata.
Em setembro, um professor da Primo Bitti foi afastado por suspeita de assédio a uma aluna. Na época, houve protestos dos estudantes.