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Céu e mar

Como mergulhador e piloto preso no ES atuavam no tráfico internacional de drogas

Delegado Regional de Polícia Judiciária detalhou o papel dos dois suspeitos; ambos foram detidos em ações da PF no Estado nesta quarta (10) e quinta-feira (11)

Publicado em 11 de Maio de 2023 às 18:56

Redação Integrada

Publicado em 

11 mai 2023 às 18:56
Vitória
Na casa do mergulhador, em Vitória, a PF apreendeu equipamentos de mergulho; em Vila Velha, um piloto de helicóptero foi detido suspeito de envolvimento com o tráfico Crédito: Divulgação/Polícia Federal
Em um intervalo de cerca de 24 horas, dois capixabas foram presos durante operações da Polícia Federal (PF) contra o tráfico de drogas internacional. O delegado Regional de Polícia Judiciária, Arcelino Damasceno, deu mais detalhes sobre a atuação deles nos grupos criminosos para a CBN Vitória na manhã desta quinta-feira (11).
O primeiro detido foi identificado como Lucas Vieira Donati, de 37 anos, um mergulhador capixaba. Segundo a PF, que esteve na residência dele nessa quarta-feira (10), no bairro Tabuazeiro, em Vitória, o homem é apontado como responsável por colocar drogas em navios. Havia um mandado de prisão contra ele.
No dia seguinte, um suspeito apontado como o responsável por transportar drogas em helicópteros da fronteira de países da América do Sul para o Brasil foi preso em Itapuã, Vila Velha. A prisão do "piloto do tráfico" ocorreu no âmbito da Operação Hélix, realizada no Espírito Santo e em outros cinco Estados.

Pelo mar...

Conforme explicou o delegado, Lucas Donati, o "mergulhador", tinha como principal papel inserir a droga nos cascos dos navios e retirá-las assim que chegassem ao destino. "Detectamos que algumas organizações criminosas têm utilizado esse modus operandi. O mergulhador submerge, chega até um compartimento embaixo da embarcação e coloca a mercadoria. Quando chega ao destino, ele ou outro mergulhador vai até o local e retira essa carga", apontou.
Ele destacou ainda que o capixaba foi preso no momento em que ia embarcar para Joanesburgo, na África do Sul, para resgatar alguma mercadoria. Na casa do suspeito, foi encontrado um equipamento especializado de mergulho, que consiste em um tipo de "moto aquática".
"Pelo que observamos, o motor fazia a condução dele por debaixo d'água. Os criminosos levavam a droga e eram levados por esse motor sub aquático. É um objeto que deve ter de 40 a 50 cm.  Conseguia, inclusive, levar bastante peso. O Lucas, por exemplo, se aproximava quando o navio estava atracado. Ele ia de barco e, em certo ponto, fazia o mergulho. Depois, se aproximava com o motor, sem ser notado", informou.
Arcelino Damasceno pontuou também que chegam a ser transportados cerca de 100 quilos de droga. Normalmente, de acordo com ele, os criminosos escolhem em quais navios irão colocar a cocaína após saber para onde estão indo. 
"Já notamos que eles têm uma preferência por navios que vão para a Espanha e Portugal. Ainda não conseguimos entender o que faz eles escolherem a embarcação, mas tem a ver com as rotas"
Arcelino Damasceno - Delegado Regional de Polícia Judiciária
Sobre uma possível responsabilização dos tripulantes do navio, o delegado afirmou que ainda não há como relacioná-los ao crime. Ele ainda deu mais detalhes técnicos sobre como a droga era inserida no casco das embarcações.
"Quando o navio está atracado, eles [os tripulantes] não conseguem saber se tem alguém mergulhando ou inserindo algo na caixa-mar. Como a caixa fica fechada, eles retiram o parafuso de fixação da grade, abrem ela e inserem a droga. Depois, colocam o parafuso para trancar. Muitas vezes a gente consegue identificar se o navio levou determinada quantidade de droga só observando os fixadores. Quando é fixador novinho, a gente já sabe que alguém tirou", detalhou.

E pelo ar...

Outra modalidade do tráfico de drogas que também tem se popularizado entre os criminosos é o do transporte via aéreo. Segundo Damasceno, essa é uma nova estratégia para trazer cocaína de outros países da América do Sul – como Colômbia, Peru e Bolívia – até o Brasil.
PF deflagra a Operação Helix contra organização criminosa atuante no tráfico internacional de drogas
PF deflagrou a Operação Helix contra organização criminosa atuante no tráfico internacional de drogas Crédito: Polícia Federal
"Detectamos uma grande presença de helicópteros na fronteira. Eles voam baixo, não precisam de pista de pouso e também conseguem camuflar quando estão em solo, fazendo fazem vários voos levando a cocaína trazida em laboratório. A atividade está intensa. Certamente porque o consumo também está em intenso. O Brasil é um país de consumo e também de passagem", completou.

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