Atualização
Após a publicação da reportagem, o Ministério Público informou que o julgamento foi adiado porque o advogado do réu não compareceu ao Tribunal de Júri. (veja mais informações aqui)
Começaria nesta sexta-feira (7) o julgamento de Zezito Pereira da Silva Moura, acusado de matar com 33 facadas a companheira dele, Jaciara da Silva Moura, no dia 15 de março de 2021. O Tribunal do Júri estava marcado para as 13 horas no Fórum Criminal da Serra.
RESUMO DO CRIME
- Jaciara foi morta com dezenas de facadas pelo marido em Vila Nova de Colares, na Serra. A filha do casal, uma criança de 11 anos, testemunhou o crime e acionou socorro. A mulher foi levada para o Hospital Estadual Jayme Santos Neves, onde a vítima trabalhava como técnica de enfermagem.
- Jaciara e Zezito estiveram juntos por 12 anos, mas estavam separados havia 4 meses, porém residindo no mesmo imóvel. O réu não aceitava o fim da relação.
- A filha presenciou o crime e pedia que o pai não esfaqueasse a mãe dela. Quando a criança viu que o pai não parava, ela saiu correndo para pedir ajuda aos vizinhos.
- O crime aconteceu no dia do aniversário de Jaciara. Zezito fugiu. No dia seguinte, foi a uma delegacia, acompanhado de advogado. Ele prestou depoimento, mas foi liberado pelo delegado. Segundo a Polícia Civil, "por não ter situação de flagrante".
- Dias depois, porém, com mandado de prisão expedido pela Justiça, Zezito foi preso. Ele estava no Estado da Bahia.
O Ministério Público do Espírito Santo, por meio da Promotoria de Justiça Criminal da Serra, disse que atua para virar uma página importante no Estado com a condenação de Zezito. O órgão sustenta a acusação pedindo a condenação do réu, assim como a manutenção da prisão, e indenização à família da vítima pelos danos sofridos.
Crime brutal no ES - o julgamento do assassino de Jaciara
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Zezito. O espaço segue aberto para manifestação.
Lei Jaciara
Devido à brutalidade com a qual a vítima foi morta e à repercussão do caso, uma lei no Espírito Santo foi criada para estabelecer o atendimento psicológico para crianças, adolescentes e jovens que tiveram as mães assassinadas em crimes de feminicídio.
A Lei Estadual 11.402, de 20 de setembro de 2021, recebeu o nome de “Jaciara da Silva – atenção e proteção”.