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Ataques em Aracruz

Dificuldade em recarregar arma evitou mais mortes em escola atacada no ES

Segundo a polícia, munições intactas (que não foram utilizadas) foram encontradas na segunda escola atacada em Aracruz. Imagens mostram atirador tentando recarregar revólver 38, mas após falhar, ele fugiu do local

Publicado em 28 de Novembro de 2022 às 14:35

Rafael Silva

Publicado em 

28 nov 2022 às 14:35
Momento em que o atirador entra na escola em Aracruz
Momento em que o atirador entra na escola em Aracruz Crédito: Reprodução
ataque à segunda escola de Aracruz, o Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), poderia ter sido pior se a arma utilizada pelo jovem de 16 anos não tivesse apresentado problemas. Policiais militares que analisaram as imagens das câmeras de segurança da escola e que estiveram no local do crime concluíram que o atirador não conseguiu recarregar o revólver de calibre 38.
Após ter usado dois carregadores de munição de uma pistola .40 da Polícia Militar na primeira escola atacada, a estadual Primo Bitti, o atirador teve que utilizar a segunda arma que trazia consigo, um revólver particular do pai, que é tenente da Polícia Militar, para dar continuidade ao seu plano. O tambor do revólver comporta sete munições, que foram utilizadas no segundo ataque.
Nas imagens do circuito de videomonitoramento, é possível ver que o jovem corre pela rampa com dificuldades para recarregar o revólver, que exige que as balas sejam colocadas uma por uma no tambor. Algumas munições intactas (que não foram utilizadas) foram encontradas na segunda escola, que apontam para a possibilidade do atirador ter tentado recarregar e não ter conseguido, segundo a polícia.
No CEPC, o adolescente assassinou a estudante Selena Sagrillo, de 12 anos, que descia a rampa, e, por uma janela de vidro, fez mais disparos atingindo outros dois estudantes. Ao não conseguir recarregar o revólver e por ter esgotado as munições da pistola, o jovem fugiu do local e voltou para casa.
As duas armas utilizadas pertenciam ao pai do adolescente. Segundo o delegado responsável pela investigação, André Jaretta, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz, a pistola estava escondida no guarda-roupa do tenente da PM, dentro de um coldre. Já o revólver estava em um outro armário, com um cadeado.
O adolescente disse em depoimento que já tinha manuseado as armas sem que seu pai percebesse. O militar vai responder um processo administrativo disciplinar e foi afastado de suas funções anteriores na Polícia Militar, mas ainda vai continuar a trabalhar administrativamente durante a investigação.

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