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Homicídio qualificado

Dois anos após o crime, casal é condenado por morte de jovem em Aracruz

Gustavo Silva Dantas, de 27 anos, foi alvejado por atual companheiro da ex-namorada, ao parar para urinar na saída de uma festa

Publicado em 16 de Julho de 2026 às 21:57

Caroline Freitas

Publicado em 

16 jul 2026 às 21:57
Sacha Rocha dos Passos e Bruno Eduardo da Silva Moreira após serem presos em 2024, pelo assassinato de Gustavo Silva Dantas (destaque), em Aracruz Divulgação

Quase dois anos após a morte de Gustavo Silva Dantas, de 27 anos, em Aracruz, na Região Norte do Espírito Santo, Bruno Eduardo da Silva Moreira e Sacha Rocha dos Passos foram condenados nesta quinta-feira (16) pelo crime de homicídio qualificado, praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.


Bruno, que também foi condenado por furto, recebeu pena de 11 anos e 5 meses de prisão, enquanto Sacha Rocha dos Passos foi condenada a 7 anos. O MPES atuou na ação penal e sustentou a responsabilização dos acusados com base nas provas produzidas durante a investigação e a instrução processual, o que resultou na condenação dos réus pelo Conselho de Sentença.


A reportagem tenta localizar a defesa de Bruno Eduardo da Silva Moreira e de Sacha Rocha dos Passos. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado caso os advogados se posicionem.

O caso

Gustavo foi assassinado na madrugada de 21 de julho de 2024. De acordo com a Polícia Militar, a vítima saía de uma festa no bairro Bela Vista e parou o veículo em uma rua lateral para urinar, quando um carro se aproximou e um homem efetuou vários disparos.


Segundo familiares, o jovem estava com o irmão e a cunhada no momento do crime, e havia parado atrás de um caminhão antes de ser alvo dos tiros.


Sacha, condenada a sete anos de prisão, era ex-namorada do jovem e, segundo a polícia, era quem dirigia o veículo do qual Bruno desceu, armado, e atirou contra Gustavo. Os dois fugiram do local, mas foram capturados nove dias depois.


"A vítima era ex-namorado da mulher presa, e o término foi conturbado, com relatos de agressão no inquérito. Após o término, a vítima seguiu sua vida e a mulher começou a namorar o indivíduo preso junto com ela. Durante uma festa, o casal encarou a vítima, que ignorou os olhares. No final da festa, quando a vítima estava indo embora, o casal se aproximou de carro e o homem efetuou disparos”, disse o delegado André Jaretta, titular da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz, na época em que o casal foi preso.

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