Um empresário de 54 anos investigado no âmbito da Operação Baest, deflagrada pela Polícia Civil em 2025, foi alvo de um atentado em Jacaraípe, na Serra, na noite desta quarta-feira (21). A caminhonete Dodge Ram Rampage dele foi atingida por pelo menos quatro disparos na rua de casa.
O caso, que ocorreu por volta das 19 horas, foi confirmado pelo advogado Douglas Luz, responsável pela defesa do empresário. De acordo com Luz, o ataque foi praticado por dois homens que estariam encapuzados e que passaram cerca de quatro horas rondando a região antes do crime, a bordo de um carro.
“A residência dele é em Jacaraípe e, ao entrar na rua de casa, foi abordado por duas pessoas, que neste momento estavam a pé, e que atingiram o veículo dele diversas vezes. Ele conseguiu desviar, não se feriu, mas os atiradores acabaram fugindo", contou o advogado.
O que dizem as polícias
A Polícia Militar (PM) disse que foi acionada para uma ocorrência de tentativa de homicídio. Segundo a PM, o empresário relatou que por volta das 19h15, quando estava chegando em casa conduzindo seu veículo, se deparou com três indivíduos encapuzados e armados que desembarcaram de uma caminhonete e efetuaram diversos disparos de arma de fogo em sua direção. Aos policiais, a vítima informou que conseguiu entrar rapidamente em casa, se abrigando e não sendo baleada. Contudo, seu automóvel foi atingido pelos disparos. A corporação afirmou que realizou patrulhamento, mas nenhum suspeito foi detido.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra e, até o momento, nenhum suspeito foi preso. "Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada", afirmou a corporação.
Operação Baest
A operação na qual o empresário é investigado é citada pela alta cúpula de segurança do Espírito Santo como uma das mais relevantes dos últimos anos por alcançar o braço financeiro do Primeiro Comando de Vitória (PCV).
A ação, que mira crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas, resultou na apreensão de R$ 100 milhões em bens e no indiciamento de 20 pessoas.
O relatório final foi entregue em setembro do ano passado. Entretanto, a possibilidade de uma segunda fase da operação vem sendo analisada, devido ao surgimento de novas informações, que devem resultar na reavaliação de todas as provas já levantadas.